Práticas inteligentes e eficientes no setor portuário

A segunda edição do Inova Portos realizada na última semana teve debates sobre a cultura da inovação e as soluções tecnológicas para os portos brasileiros. Entre os temas discutidos estão ações do Ministério da Infraestrutura no apoio às inovações portuárias e como melhorar o ambiente possibilitando o aprimoramento da comunidade portuária.

Essas capacitações facilitam o desenvolvimento, otimizando processos e reduzindo custos. As medidas levantadas buscam a transformação dos portos que irão integrar a quarta geração de indústrias. A indústria 4.0 busca a evolução e sofisticação de 7 componentes: da tecnologia, do meio ambiente e sustentabilidade, da energia, da segurança e cibersegurança, do social, do gerenciamento e estratégia e da eficiência e produtividade.

Tendo as mudanças climáticas umas das três principais prioridades a serem enfrentadas pelas autoridades e sistemas portuários, devido a grandes perdas econômicas por danos e interrupções de portos ao redor do mundo, gastos estimados entre US$ 111,6 bilhões até 2050 e US$ 367,2 bilhões até o final do século segundo levantamento da ONU em 2017.

O Brasil vem tendo balanço positivo desde 2016 e neste semestre a exportação chegou a US$164,3 bilhões e a importação US$129,8 bilhões, em crescente desde 2020. Neste semestre algumas commodities estão em destaque como a celulose (+27,0%), resíduos de óleo de soja (+24,2%) e fertilizantes(+14,1%). Por efeito da estiagem a soja (-11,2%) teve uma queda, porém o milho deve compensar com a maior produção da 2ª safra da história, com estimativa de 88,4 milhões de toneladas com clima favorável.

Com previsão de crescimento de 2,9% para o próximo semestre, serão necessárias inovações para mitigar o prejuízo causado pelas mudanças climáticas. Ações como plano de controle de emergência, programa de prevenção de riscos ambientais, análise preliminar de riscos, gerenciamento estratégico dos recursos e otimização de operações, são essenciais para resolução dos problemas enfrentados habitualmente e dependem das previsões climáticas.

Para um porto inteligente e eficiente é indispensável a melhoria nas 7 componentes citadas acima, fazendo se cumprir também os objetivos de desenvolvimento sustentável criados pela ONU.  Sendo a previsão climática uma base fundamental e confiável para o avanço do setor portuário brasileiro, é inevitável uma maior atenção para as previsões considerando que as variações climáticas e eventos severos são cada vez mais frequentes.

Saiba mais sobre os riscos que podem afetar o setor portuário com a Revista do Clima.

As mudanças climáticas e os desafios do setor portuário

Atualmente, o mundo já sente os impactos das mudanças climáticas. O aquecimento da atmosfera proporciona mais energia para eventos meteorológicos comuns, tornando-o mais intensos e, possibilitando o acontecimento de eventos severos que seriam improváveis sem o atual aquecimento observado.

O ano de 2022 está sendo marcado por eventos meteorológicos de grande intensidade e alto número de óbitos no Brasil, provocando grandes prejuízos à sociedade e, a operações sensíveis as condições meteorológicas, como o setor Portuário, responsável por 14,2% do PIB nacional.

De acordo com o último balanço da Confederação Nacional de Municípios, feito em junho, apenas neste ano, foram registradas 478 mortes relacionada ao excesso de chuva. Estudos analisando eventos severos de alto impacto, como o que ocorreu no final de maio de 2022 no Nordeste brasileiro, na qual provocou mais de 130 mortos, apontam que aumentou em cerca de 20% devido a mudança do clima. É o que mostra o relatório do World Weather Attribution (WWA).

Diante de todos estes dados, é necessária uma ação coordenada e urgente de toda a sociedade, principalmente de operações sensíveis ao clima, como o setor Portuário. De acordo com um estudo da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e da agência de fomento alemã GIZ (Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit), os portos brasileiros já sofrem com os efeitos das mudanças climáticas, sendo que 11 portos nacionais apresentam risco climático alto ou muito alto para tempestades.

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As informações meteorológicas se mostram indispensáveis

Nos portos, eventos de vendavais são os que mais costumam gerar problemas, provocando a paralização das operações e o fechamento de acesso aos portos. Em 2022, as passagens de sistemas de baixa pressão como ciclones extratropicais provocaram a paralização das operações portuárias em vários momentos, devido ao risco à infraestrutura e segurança dos funcionários.

A localização dos portos em zonas costeiras é um fator que contribui para serem impactados diretamente por eventos meteorológicos intensos, como ciclones, tempestades, ressacas, inundações, entre outros.

As informações meteorológicas georreferenciadas e de alta precisão, como as oferecidas através do SMAC, o Sistema de Monitoramento e Alertas Climatempo, tem se tornado indispensáveis para o setor. É o que mostra uma recente pesquisa feita pela Climatempo com mais de 100 (cem) empresas que utilizam a plataforma SMAC. Sendo que 83,3% apontaram que os alertas meteorológicos personalizados e enviados com antecedência são altamente primordiais para a segurança da operação.

Além disso, 62% apontaram que o ambiente de trabalho se tornou muito mais seguro e 36,1% dos entrevistados indicaram que se tornou um pouco mais seguro. O excelente resultado é fruto da combinação de tecnologia de ponta e profissionais capacitados monitorando as áreas de interesse 24h/7, permitindo que a interrupção e a volta ao trabalho ocorram no momento certo e em segurança.

Aumente a segurança das suas operações também, fale com um especialista.

Robson Miranda – Meteorologista e Consultor Comercial

Saiba como reduzir o concreto utilizado através da meteorologia

A sustentabilidade é um grande desafio para o setor de Construção Civil, principalmente, devido ao elevado consumo de água e energia durante todo o processo, o excesso de entulhos e, sobretudo, a utilização de materiais com grande emissão de carbono, como o aço e o concreto (segundo material mais utilizado no mundo).  

Devido ao cenário atual, onde as mudanças climáticas já são evidentes e ameaçam toda a estrutura da sociedade como conhecemos, desde a alimentação, infraestrutura, segurança, entre outros, é necessário ações urgentes a fim de promover e possibilitar a descarbonização do setor que é responsável por 39% das emissões de gases do efeito estufa no planeta. 

Atualmente, já se observam alguns progressos, como a mudança na fonte de energia, por meio da implementação de energias renováveis, como instalações de painéis solares; criação de materiais sustentáveis inovadores; reutilização de edificações, entre outros. Através da meteorologia, empresas do setor também tem conseguido otimizar suas operações, tornando o processo mais sustentável.

Uma imagem contendo edifício, bicicleta, bola, brinquedo  Descrição gerada automaticamente

Como a meteorologia pode ajudar?

Em uma recente pesquisa feita com mais de 100 empresas clientes que utilizam a plataforma SMAC, o Sistema de Monitoramento e Alertas Climatempo, a Climatempo identificou que através das informações meteorológicas especializadas e direcionadas para cada empresa, está sendo observado uma redução na quantidade de concreto utilizado.

Cerca de 68,2% das empresas observaram uma redução em mais de 15% na quantidade de concreto utilizado e, 90,7% das empresas consultadas observaram alguma redução no uso deste material.

O dado extremamente positivo é resultado de informações meteorológicas georreferenciadas e personalizadas de acordo com cada demanda, como os alertas meteorológicos enviados com antecedência. Dessa forma, as empresas têm conseguido otimizar suas operações, evitando que alguns trabalhos sejam realizados em dias de condições adversas e que o mesmo serviço seja feito repetidas vezes, consequentemente, evitando o desperdício de materiais. 

As informações de previsão do tempo no formato diário e horário – permitindo identificar em qual ou quais momentos do dia terá a ocorrência de chuva – e a previsão climática, tem contribuído para o planejamento das operações, possibilitando decisões mais assertivas.

Além da diminuição do desperdício de materiais, outro dado importante é em relação a segurança das operações. Através dos alertas enviados com antecedência, a interrupção e a volta ao trabalho ocorrem no momento certo, possibilitando que os funcionários se abriguem em um local seguro ou para que deixem o local em segurança. 

Quer saber mais sobre os nossos serviços e em como podemos colaborar juntos? Entre em contato conosco: https://business2.climatempoconsultoria.com.br/climatempo-infra

Robson Miranda – Meteorologista e Consultor Comercial

Você tem consciência do nível de maturidade do seu negócio?

Quando o tema é adaptação às mudanças climáticas, negócio sustentável e resiliente, devemos estar atentos aos pilares Ambientais, Sociais e de Governança – ASG (do inglês: Environmental, Social and Governance – ESG). Bem, mas o que são estes pilares? 

Ambiental (Environmental): Aqui a empresa deve visar sobre os impactos ambientais, além de se preocupar em conter o uso exagerado dos recursos do meio ambiente. Garantindo a capacidade ambiental de atender as necessidades das gerações futuras.

Social (Social): A empresa deve assegurar o bem-estar do trabalhador, cuidar da sua saúde e segurança e contribuir com a comunidade. Este pilar visa criar uma cadeia de envolvimento de todos que participam do ciclo que a empresa está envolvida. 

Governança (Governance): Neste pilar, a empresa deverá dedicar-se em praticar a melhor governança corporativa, combate a corrupção, prestação de contas. Buscando sempre evitar riscos e fraudes, seja por meio da elaboração de políticas, composição de um conselho, ou até mesmo pela convocação de comitês fiscais. 

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Se abordarmos o tema de resiliência, todos os pilares devem estar bem alinhados e, todas as partes interessadas (Stakeholders), empenhadas em avançar em todas as questões possíveis.  Visando criar uma empresa sólida, a empresa deve estar ciente de onde está e, onde quer chegar em relação às práticas ambientais. Diante disto, é interessante saber qual o seu nível de maturidade em relação a sustentabilidade, por meio de uma matriz conhecida como Matriz de Maturidade. 

Segundo a metodologia do Boston College, a Matriz de Maturidade consiste em avaliar em qual dos 5 estágios (Elementar, Engajado, Inovador, Integrado e Transformador) a empresa está colocada, sob o olhar de 7 diferentes categorias, conforme tabela abaixo.

Tabela  Descrição gerada automaticamente

Estágio elementar: Neste estágio a empresa está focada em desenvolver o desempenho individual e organizacional, sem se preocupar com ações sociais ou humanitárias. Aqui a mesma fica restringida em apenas respeitar as leis e regulamentações.

Estágio engajado: O nível engajado se dá quando a empresa agrega uma preocupação com a sociedade, porém sem considerar as necessidades mais amplas. A empresa tende a focar apenas em críticas e os líderes preocupados com a base de relacionamento.

Estágio Inovador: A empresa tem o cuidado em investir em inovações tecnológicas, culturais, estruturais, programas e incentivos às partes interessadas. 

Estágio Integrado: A gestão da empresa é realizada de forma a ter alinhamento organizacional, por vezes antecipando problemas. Tendo uma visão do big picture da empresa e de seus processos. 

Estágio Transformador: A empresa enquadrada neste estágio tem uma preocupação enfática com a sociedade e busca olhar para o futuro de forma integrada com os stakeholders. Esta atitude propicia ter um posicionamento diferenciado, longevo e sustentável. 

A partir de então a empresa terá um norte para trabalhar na execução da Matriz de Materialidade. Tal ferramenta permitirá uma visualização dos desafios de sustentabilidade da companhia, que deverá priorizar em quais dos objetivos irá atuar de maneira mais intensa. Isto irá proporcionar para a empresa uma visão mais ampla de suas estratégias para lidar com os riscos e oportunidades que possam ser gerados no negócio. A partir de então, a empresa deve alavancar iniciativas para fortalecer os três pilares ASG. A matriz apresentada é uma das ferramentas utilizadas pelas corporações para atender os critérios do Global Reporting Initiative (GRI) (saiba mais). Além disso, contribui diretamente para as tomadas de decisão de forma convergente aos objetivos de desenvolvimento sustentável (ODS) (saiba mais)

Diante deste contexto, a Climatempo tem grande expertise em dialogar com nossos clientes e colaboradores, para entender os objetivos sustentáveis da empresa em curto, médio e longo prazo, auxiliando-os a caracterizar os riscos agudos e crônicos que cercam o negócio. 


Você tem interesse nesse tipo de conteúdo e quer saber mais? A Climatempo iniciou uma comunidade de discussões sobre mudanças climáticas e sustentabilidade. É uma comunidade totalmente interativa com intenção de criarmos discussões relevantes e fazer networking. Quer fazer parte desta comunidade e receber nossa newsletter por e-mail e fazer parte do nosso grupo no WhatsApp? Clique aqui e se inscreva! Você também pode entrar em contato conosco pelo e-mail: infraesg@climatempo.com.br

Mudanças climáticas são um risco para o setor industrial?

Muito se fala em mudanças climáticas e sustentabilidade, mas você sabe o que isso quer dizer na prática e qual a relação com o seu negócio? 

De fato, é difícil fazer uma associação com o aumento da temperatura média anual e a indústria automobilística por exemplo. Mas acredite, ambos têm grandes conexões, assim como outros setores industriais a nível regional e global. Podemos pensar que qualquer alteração climática, seca por exemplo, irá afetar diretamente na geração de energia e na produção de minério, enquanto que enchentes e chuvas mais frequentes, têm impacto na construção e logística.

Bem, já alertamos aqui para o relatório anual do relatório de riscos globais feito pelo fórum econômico mundial, onde estão listados fenômenos meteorológicos que irão ter grande impacto na economia mundial ao longo dos anos (Veja a matéria aqui). Os eventos extremos, são a preocupação mais rápida que devemos ter em termos de impactos das mudanças do clima.

Vamos usar aqui o exemplo da indústria automotiva, e nos perguntar por que as mudanças climáticas podem impactar na produção de automóveis? Para responder esta questão, temos que pensar quais os materiais que são utilizados para produzir um carro, basicamente é minério (ferro, cobre, alumínio…), plástico, borracha, dentre outros. Bem, alumínio e ferro são encontrados na natureza em forma de minerais, entretanto, todo o processo para a extração destes produtos depende diretamente das condições meteorológicas.

Em uma mineradora, máquinas escavadoras removem quantidades grandes de terra (onde encontra-se o minério) e levam este produto para uma etapa que se chama de britagem e moagem. Mas, todo este processo é feito a céu aberto e está diretamente suscetível a eventos severos, que por gerarem riscos aos colaboradores, podem paralisar as operações. Depois de removido, é feita a lavagem da terra, para separar o minério do restante e, após diversas etapas de tratamento, o minério é separado do rejeito, que é descartado em uma barragem.  

Fonte: Silva et al., 2019

Sendo assim, a água e o bom uso dela é vital para as operações. Após separado o minério, é enviado para portos e exportado mundialmente, neste momento, as condições meteorológicas também possuem impactos diretos em todo o processo de logística. Embora o ferro seja uma commodity, variações nas condições do tempo têm um impacto grande na cadeia de produção, e isto está diretamente ligado com toda indústria cujo produto utiliza destes materiais.

Além disso, a indústria têxtil é muito dependente das condições meteorológicas. Alterações no clima têm impacto direto na produção de algodão, que irá refletir diretamente nos preços de tecidos, roupas, e no preço final dos produtos que utilizam esta matéria prima. 

Sendo assim, para que uma empresa tenha resiliência, ela não pode deixar de olhar para todos os pilares ASG (Ambiental, Social e de Governança), visto que, alterações climáticas e eventos extremos impactam toda uma cadeia de produção que vai desde a matéria prima, até o uso da água e de energia para atividades internas e criação do produto, seja ele qual for.

Neste contexto, nós da Climatempo Infra, estamos empenhados em desenvolver produtos para que tais impactos sejam minimizados, construindo um futuro mais seguro e sustentável. Para mais informações entre em contato conosco pelo email: verticalinfra@climatempo.com.br

E, acompanhe o Workshop, organizado pela ABM, onde serão apresentados cases de Segurança, Saúde Ocupacional e de Processos com foco no setor industrial!

FEM aponta riscos em negócios devido às mudanças climáticas

Anualmente, o Fórum Econômico Mundial (do inglês: World Economic Forum – WEF) desenvolve um relatório nomeado de Global Risk Report, expondo para o mundo uma projeção dos riscos globais que impactam em diversos setores. O fórum é uma instituição sem fins lucrativos, que se reúne todos os anos em Davos (Suíça), para discutir a respeito das demandas mais necessárias pela população mundial na atualidade. Representantes das maiores empresas do mundo, políticos, jornalistas e intelectuais voltam suas atenções para uma série de discussões, dentre elas, a pauta ambiental.

O Global Risk Report já está na sua 17ª edição, e vem servindo de guia para as economias mundiais se precaverem quanto a possíveis cenários de incertezas e, desenvolverem um plano de ação que será devidamente implementado na agenda de cada companhia e/ou instituição. Na edição de 2022, foco desta matéria, o relatório nos traz a seguinte pergunta: Qual a perspectiva para o mundo nos próximos 3 anos?

A pergunta instiga qualquer curioso, e a resposta aborda cenários positivos e negativos. Dentre as expectativas mais pessimistas, espera-se que ocorra 41.8% de volatilidade e surpresas no mercado, e um aumento de resultados negativos devido ao cenário das mudanças climáticas. Enquanto que, em um cenário mais otimista, espera-se uma recuperação global de 10.7%.

Mas como a economia global pode ser afetada?

O Global Risk Report também alerta que, além das mudanças climáticas que impactam as empresas no âmbito ambiental, outras variáveis podem ter impactos de diferentes formas, tais como geopolíticos, sociais, tecnológicos e econômicos. Nos próximos 10 anos, espera-se que as mudanças climáticas tenham um peso muito grande nas agendas ambientais, e que o maior impacto nas economias mundiais seja devido a falhas nas ações climáticas, seguido por eventos de tempo extremo e perda da biodiversidade.

As mudanças climáticas ficam a frente na preocupação dos impactos econômicos em curto, médio e longo prazo, e tais impactos são descritos nas figura 1, onde mostra que de 0 a 2 anos eventos extremos e falha nas ações climáticas terão 31.1% e 27.5% de chance de ser uma ameaça econômica, respectivamente.

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Fonte: World Economic Forum

Na projeção de 2 a 5 anos, observa-se que as falhas nas ações climáticas e eventos extremos têm porcentagem muito parecidas 35.7 e 34.6% respectivamente, e neste cenário mais longevo aparece, com 16.4% e 13.5%, os danos ao meio ambiente humano e perda de biodiversidade, respectivamente.

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Fonte: World Economic Forum

 O esperado para o período de 5 a 10 anos é de que as maiores crises devam ser de fato ambientais. Falhas das ações climáticas, eventos extremos e perda de biodiversidade, seguem em primeiro lugar, com 42.1%, 32.4% e 27% respectivamente. Entretanto, em um cenário mais longo, aparecem na lista a crise dos recursos naturais e os danos do homem ao meio ambiente 23% e 21.7%, respectivamente.

Imagem3
Fonte: World Economic Forum

Hoje, já temos visto os efeitos das mudanças climáticas no nosso dia a dia. O aumento dos eventos extremos estão sendo observados ano após ano no Brasil, vivenciamos uma das maiores crises hídricas dos últimos tempos, e tal fenômeno colocou em risco diversos setores da economia brasileira. Além do mais, diversos outros fenômenos climáticos ainda vão impactar as atividades no país.

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Planeje seu futuro

Climatempo traz a sua expertise de 30 anos no mercado, para auxiliar os nossos clientes a entender o passado, monitorar com precisão o presente, e planejar o futuro, minimizando os riscos nas operações. Estamos engajados na gestão de risco dos nossos clientes e temos o objetivo de minimizar ao máximo os estragos causados pelas mudanças climáticas.

Entre em contato conosco pelo e-mail infraesg@climatempo.com.br, será um prazer conversar com você.

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Entenda o que são os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)

Se hoje achamos que vivemos em um mundo repleto de injustiças socioeconômicas, acredite, na década de oitenta a população mundial vivia repleta de dificuldades. De lá para cá, a taxa de mortalidade infantil (morte de crianças até 1 ano de idade) teve uma queda de aproximadamente 90% no Brasil. Além disso, as mulheres não tinham, nem de perto, direitos mais próximos dos homens como têm hoje, ainda que estejamos longe da igualdade. Nos anos de 2000 a Organização das Nações Unidas (ONU), deu início ao que seria uma de tantas iniciativas para o combate a desigualdade global, lançando a Declaração do Milênio. Nesta declaração, foram traçados o que conhecemos como Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM). Tais objetivos eram para que as nações aprimorassem seus esforços, de modo que a pobreza extrema fosse reduzida em um prazo de 15 anos. 

Na Declaração do Milênio, foram criados 8 objetivos, dos quais as nações deveriam desenvolver esforços para cumpri-los. Por meio de acordos, 191 nações se comprometeram a acabar com a fome e miséria, oferecer educação básica de qualidade, fomentar campanhas de igualdade entre sexos e valorização da mulher, reduzir a mortalidade infantil, melhorar a saúde das gestantes, combater a AIDS, Malária e outras doenças, aumentar a qualidade de vida e o respeito ao meio ambiente e garantir um trabalho em conjunto para o desenvolvimento. 

Após o início de ações conjuntas e políticas públicas, foram observados melhoras significativas no combate ao HIV, Malária e Tuberculose, e também, o número de pessoas que viviam em extrema pobreza caiu mais de 50% no globo. Além disso, a quantidade de pessoas subnutridas teve uma grande queda e, maior foi a quantidade de crianças matriculadas em escolas (aumento de aproximadamente 91%). 

Em 25 de setembro do ano de 2015, após o prazo final da agenda proposta nos anos 2000, foi aprovada, por 193 países, a Agenda 2030. Nesta agenda, elaborou-se um plano colaborativo mais robusto que o ODM, nomeado de Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS), cuja validade é até 31 de dezembro de 2030. Os ODS’s, têm como principal objetivo: 

  • Erradicar a pobreza extrema;
  • Combater a desigualdade e a injustiça;
  • Conter as mudanças climáticas;

Para atingir a agenda 2030, foram criados 17 ODS’s, dos quais estão divididos em 169 metas. Dentre os objetivos estão a erradicação da pobreza; fome zero e agricultura sustentável; saúde e bem estar; educação de qualidade; igualdade de gênero; água potável e saneamento; energia limpa e acessível; trabalho decente e crescimento econômico; indústria; inovação e infraestrutura; redução das desigualdades; cidades e comunidades sustentáveis; consumo e produção responsáveis; ações contra a mudança global do clima; vida na água; vida terrestre; paz; justiça e instituições eficazes; e também parcerias e meios de implementação. 

Por meio das metas, os governos têm o objetivo de planejar, implementar, monitorar e ter o controle de políticas públicas no âmbito global. Tais metas, permitem poder metrificar por meio de indicadores, o estado atual dos objetivos, e fazer comparações com o passado de maneira efetiva. 

O papel de cumprir com os objetivos não depende apenas de governos, mas também de empresas privadas e pessoas físicas, que por meio de ações simples, devem fiscalizar nossos representantes, de modo que coloquem em prática os ODS’s. E assim contribuir para uma agenda mais humana e igualitária.

Gestão de riscos nas rodovias devido às mudanças climáticas

O aumento de eventos extremos impacta diretamente na sociedade como um todo, e cada vez mais voltamos o nosso foco para os riscos que tais eventos produzem no dia a dia das empresas e da sociedade. No setor de logística e transporte, fenômenos de tempo severo provocam deslizamentos que culminam em prejuízos econômicos e impactam diretamente na agenda sustentável.

A ocorrência de fenômenos de precipitação em determinadas regiões, proveniente das mudanças climáticas, voltam as nossas atenções para as medidas e prevenções que podem ser tomadas diante de tal problemática. 

O cuidado com os estes impactos estão cada vez mais presentes nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das empresas, e a Climatempo faz o papel de contribuir positivamente para que os gerenciamentos de riscos tenham maior consciência e controle das suas atividades.  

Como ocorrem os deslizamentos? 

A precipitação sobre uma região de declive começa a se infiltrar no solo e, se a chuva for em grande volume, o solo fica saturado e perde a estabilidade.  É como uma esponja: quanto mais “encharcada”, mais mole fica. No Brasil, é comum a ocorrência de deslizamentos na Serra do Mar. 

Para as concessionárias de rodovias, quando ocorre um evento deste tipo, é necessário um deslocamento de uma grande equipe que, se preparada com antecedência, acelera todo o processo de reabertura da pista. Algumas estratégias que as equipes de pista podem tomar é, por exemplo, interditar a pista que está em possível risco de deslizamento, até que o risco deixe de ser grave. 

Mas como a Climatempo pode contribuir para estas estratégias?

A Climatempo atua nas empresas diretamente com a ferramenta SMAC, na qual é possível saber os locais da pista onde haverá maior precipitação e em qual horário do dia o evento ocorrerá. Além disso, enviamos alertas, com antecedência, diretamente para uma sala de controle que tomará as devidas ações necessárias. 

Climatempo na Ecorodovias

No dia 22 de junho, estivemos na Ecorodovias, explicando como a ferramenta SMAC pode auxiliar a concessionária a diminuir os riscos. O evento ocorreu e foi ministrado pelo Bruno Rossi, especialista em geotecnia e teve a participação dos nossos meteorologistas Thiago Aires e Patrícia Vieira, que apresentou um detalhamento da ferramenta para o grupo.

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Além do SMAC, a Climatempo auxilia diretamente no relatório ESG das empresas e nos impactos ambientais que outras regiões podem trazer para uma rodovia. Por exemplo, por que um evento de seca no Mato Grosso impacta diretamente o fluxo de caixa de uma concessionária? Bem, de forma simplista, quando há eventos de seca em outras regiões do país, há um risco imediato de que a safra de grãos seja impactada e, consequentemente, o fluxo de caminhões e de transporte da via seja menor. Nestas ocasiões, a Climatempo atua diretamente com as previsões climáticas, uma outra forma de auxiliar as concessionárias a ter um maior entendimento do fluxo.

A Climatempo tem o papel de auxiliar as concessionárias em todas as vias, seja por meio do alerta de eventos extremos ou até mesmo com estudos de sustentabilidade. 

Programa de Estágio 2022

Venha participar do programa de estágio elaborado pela vertical Climatempo INFRA.

Será um programa de estágio não remunerado, que irá acontecer no período de férias da universidade, com carga horária total de 60 horas, que poderá ser utilizada para compor o estágio curricular obrigatório do seu curso.

Saiba mais sobre no vídeo abaixo:

Para se cadastrar clique no botão abaixo

Nasce a Climatempo INFRA

São vários anos de atuação da Climatempo prestando serviços para os setores de construção, mineração, transporte, ferrovias, entre diversos outros da infraestrutura de nosso país.

Em uma movimentação nos últimos anos a Climatempo estabeleceu verticais de negócio para Construção & Mineração e também para Transporte & Logística, dando enfoque nas necessidades e desenvolvimentos demandados por cada setor.

A Climatempo vem agora comunicar que a vertical de Construção & Mineração está se unindo a vertical de Transporte & Logística, criando uma nova unidade, a Climatempo INFRA.

Tendo em vista que são segmentos que se complementam, com essa integração será possível otimizar nossas equipes e trazer maiores soluções e novidades para as operações das empresas, assim virando uma operação mais ativa e cheia de inovação.

Deste modo, determina-se que o nome “Infra” foi dado por vir da palavra “Infraestrutura”, que é um conjunto de elementos ou serviços que consideramos importantes para que uma organização se desenvolva positivamente.

Ressaltando que uma infraestrutura une tanto recursos naturais como os meios técnicos, sendo exatamente isso que as duas verticais oferecem, por esse motivo elas se uniram.

Visando ser referência na consultoria, divulgação de informações e serviços meteorológicos e ambientais para os setores de Infraestrutura no Brasil.

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