Estamos animados em anunciar que a Climatempo, em parceria com a Connect Malls, está
ampliando sua atuação para oferecer soluções específicas para o setor de shopping centers!
Com o projeto inovador “Fique no Clima do Seu Shopping”, idealizado pela Connect Malls e
desenvolvido em colaboração com a Climatempo, estamos trazendo uma nova dimensão para a
gestão estratégica dos shoppings.
Nosso objetivo é integrar a variável “Clima” no processo de tomada de decisões, e já estamos
aplicando essa solução em dois dos maiores shoppings de São Paulo. A Connect Malls,
reconhecida por seu expertise em projetos baseados no estudo da movimentação de pessoas
em ambientes, acredita que a gestão dos shoppings precisará cada vez mais de informações
detalhadas sobre o fluxo de pessoas e o clima. Essas informações conectadas a uma gama de
dados de diversas áreas permitirão uma atuação mais assertiva, eficiente e sustentável, tanto no
dia a dia quanto a longo prazo.
As mudanças climáticas estão transformando o nosso mundo, e o “Clima” não é mais o mesmo.
Estamos enfrentando eventos climáticos extremos com maior frequência, como elevados
volumes de chuvas em curtos períodos, ondas de calor, altos índices de radiação solar e picos
de temperaturas mínimas e máximas. Esses fenômenos impactam diretamente a gestão dos
ambientes dos shoppings, exigindo novas abordagens e ferramentas para adaptação.
Mas como adaptar os shoppings a este novo ambiente?
Com o projeto “Fique no Clima do Seu Shopping”, estamos desenvolvendo ferramentas
inovadoras que permitem a gestão preventiva e eficiente frente às mudanças climáticas. Essas
ferramentas incluem monitoramento em tempo real das condições climáticas, previsões
precisas de eventos extremos e estratégias de mitigação personalizadas para cada shopping.
Além disso, estamos focados em criar soluções integradas que considerem o fluxo de pessoas,
otimizando o conforto e a segurança dos visitantes, e garantindo uma operação mais
sustentável e econômica para os administradores dos shoppings.
Estamos entusiasmados com essa parceria e com as perspectivas futuras que ela trará para o
setor de shopping centers. Juntos, Climatempo e Connect Malls estão prontos para enfrentar os
desafios climáticos e proporcionar uma gestão mais inteligente e adaptada às necessidades do
nosso tempo.
Categoria: Infra
Nova lei para adaptação às mudanças climáticas
Um passo importante para a sustentabilidade!
Recentemente, o Senado Federal aprovou uma nova lei que estabelece regras gerais para adaptação às mudanças climáticas no Brasil, o que representa um avanço significativo contra os impactos da mudança do clima, oferecendo um conjunto de diretrizes e metas para orientar políticas públicas e ações em todo o território nacional.
A lei tem como objetivo principal estruturar um plano de adaptação que possa ser integrado em diversas esferas governamentais e setores econômicos. Entre os principais pontos abordados, destacam-se:
Identificação de vulnerabilidades: A lei estabelece que os estados e municípios deverão realizar estudos para identificar as áreas mais vulneráveis às mudanças climáticas, permitindo a implementação de medidas específicas para mitigar os riscos.
Planejamento e implementação de ações: Com base nos estudos de vulnerabilidade, serão desenvolvidos planos de adaptação que incluam ações práticas e metas de curto, médio e longo prazo.
Fomento à inovação e sustentabilidade: A lei incentiva o desenvolvimento e implementação de tecnologias e práticas sustentáveis que possam contribuir para a redução dos impactos climáticos, promovendo um ambiente mais resiliente e sustentável.

A importância das soluções climáticas:
A Climatempo, comprometida com a sustentabilidade e a adaptação às mudanças climáticas, destaca a importância da implementação de soluções para enfrentar os desafios climáticos. Essas soluções não apenas ajudam a mitigar os riscos, mas também contribuem para um futuro mais sustentável e seguro para todos.
Entre as soluções mais eficazes, podemos destacar o Sistema de Monitoramento e Alertas, pois ferramentas avançadas de previsão podem fornecer informações precisas e em tempo real sobre eventos climáticos extremos, permitindo que governos, empresas e comunidades tomem decisões antecipadas e assertivas.
A nova lei de adaptação às mudanças climáticas é um marco crucial para o Brasil, sinalizando um compromisso claro com a sustentabilidade e a proteção do meio ambiente. E a Climatempo, referência em soluções e inteligência meteorológica, oferece uma série de serviços e produtos que podem auxiliar empresas, governos e a sociedade em geral a se adaptar e mitigar os impactos sofridos. Desde boletins de previsão de riscos climáticos extremos até relatórios personalizados para diferentes setores econômicos, estamos comprometidos em fornecer as melhores ferramentas e informações para promover a resiliência climática.
Interessado na implementação dessas soluções na sua empresa? Entre em contato conosco para saber mais sobre como podemos ajudar sua organização.
Envie um e-mail para verticalinfra@climatempo.com.br.
Clima do Futuro – Smart Cities
Na terça-feira (18/06), aconteceu o evento “Clima do Futuro – Smart Cities”, organizado pela Climatempo em parceria com o Parque de Inovação Tecnológica de São José dos Campos (PIT). O objetivo foi discutir os impactos das mudanças climáticas nas cidades e explorar formas de construir um futuro mais próspero e seguro, com foco na resiliência, adaptação e mitigação dos eventos climáticos extremos.
O presidente do PIT, Jeferson Cheriegate, foi o responsável pela abertura, onde destacou toda a infraestrutura e capacidade de inovação do parque tecnológico do interior paulista, que conta com mais de 400 entidades associadas. O evento foi mediado pelo meteorologista e executivo de vendas Robson Miranda, contando com a participação de cinco grandes profissionais. Eles destacaram que, para enfrentar o maior desafio atual da humanidade, é essencial a colaboração entre empresas, governo e comunidades.

Resumo de cada bloco
Pedro Regoto, meteorologista e gerente técnico da Climatempo, iniciou o evento contextualizando sobre eventos extremos. Ele explicou a diferença entre “tempo” e “clima” e apresentou o conceito de mudanças climáticas. Pedro enfatizou o perigoso caminho de aquecimento em que estamos e citou um estudo do Banco Mundial, que revela que as mudanças climáticas custam 1,3% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil. Além disso, o país gastou quase três vezes mais com prejuízos causados por eventos climáticos extremos do que com prevenção.
No segundo bloco, Marcelo Nunes, vice-presidente de negócios do PIT, abordou as estratégias e ações de empresas e governos diante dos eventos climáticos. Ele sublinhou que, para que as cidades obtenham a certificação de “Smart City”, é necessário adotar planos e práticas em áreas como “Mitigação e Adaptação às Mudanças Climáticas”, “Mobilidade Sustentável” e “Planejamento Urbano Sustentável”, entre outras.
Após um breve intervalo, Gilca Palma, diretora de produtos e inovação da Climatempo, destacou a importância dos dados meteorológicos para compreender o passado, o presente e o futuro do clima no planeta. Ela ressaltou que qualquer produto ou projeto voltado para demandas climáticas necessita de dados de qualidade sobre a área de interesse. Por isso, é fundamental a instalação de equipamentos como estações meteorológicas e radares em todo o território nacional.
Gilca também mencionou alguns projetos e relatórios da empresa, como estudos de caracterização climática para entender o clima passado e projeções climáticas para prever comportamentos futuros em relação a raios, chuva, vento, temperatura e tempo de retorno.

No último bloco, foi demonstrado como os serviços de meteorologia auxiliam em operações práticas. Tamires Koga, coordenadora de segurança hídrica da Aegea, comentou como os estudos de caracterização e projeção climática têm ajudado a empresa a desenvolver ações preventivas para o futuro, especialmente para mitigar o risco de desabastecimento. Para ações presentes, a empresa utiliza o SMAC (Sistema de Monitoramento e Alertas da Climatempo), que envia alertas antecipados sobre chuvas fortes, raios e ventos intensos, facilitando a tomada de decisões.
José Benedito, coordenador da Defesa Civil de São José dos Campos/SP, relatou como a plataforma SMAC tem auxiliado o órgão no seu principal objetivo: salvar vidas! Os alertas antecipados permitem agir a tempo em áreas de risco, contribuindo para as ações da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros.
Sobre a Climatempo
A Climatempo, maior empresa de meteorologia da América Latina, fornece serviços meteorológicos personalizados e consultoria para diversos setores, como mineração, construção civil, saneamento, transporte e logística, energia e governo. Além dos alertas antecipados para raios, chuva forte e vento forte, a Climatempo desenvolve relatórios e projetos sobre deslizamento de massa, projeções climáticas e hídricas, monitoramento de paisagens via imagens de satélite, entre outros.
Para conhecer nossas soluções, entre em contato conosco: verticalinfra@climatempo.com.br.
Oceanos em chamas: O Impacto crescente do aquecimento global
O aquecimento global causado pela atividade humana está deixando uma marca indelével nos oceanos do mundo. Uma pesquisa recente revela que as temperaturas dos oceanos atingiram níveis sem precedentes na era moderna, desencadeando uma série de consequências devastadoras para a vida marinha e os sistemas climáticos globais.
Temperaturas oceânicas em ascensão
As descobertas mais recentes indicam que as temperaturas dos oceanos estão em uma trajetória alarmante de aquecimento. Dados coletados pelo Instituto de Física Atmosférica da Academia Chinesa de Ciências e pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA revelam que os oceanos têm quebrado recordes de calor por pelo menos sete anos consecutivos. Em 2023, os oceanos absorveram uma quantidade impressionante de calor, equivalente a oito bombas atômicas de Hiroshima detonando a cada segundo. Esse calor adicional está sendo detectado em várias profundidades oceânicas, com as temperaturas mais elevadas sendo mais evidentes nas águas superficiais.
Consequências da elevação das temperaturas oceânicas
O aumento das temperaturas dos oceanos desencadeia uma série de efeitos prejudiciais em escala global. A expansão térmica da água contribui para o aumento do nível do mar, ameaçando comunidades costeiras e ecossistemas sensíveis. Além disso, os corais, vitais para a biodiversidade marinha, são especialmente vulneráveis ao estresse térmico, resultando em branqueamento em larga escala. O derretimento acelerado do gelo marinho polar é outro desdobramento preocupante, exacerbando o problema do aumento do nível do mar e alterando os padrões climáticos.
Impacto nos eventos climáticos extremos
As temperaturas elevadas dos oceanos têm ramificações diretas no clima terrestre, influenciando a ocorrência de eventos climáticos extremos. O aquecimento oceânico cria condições propícias para a intensificação de eventos como chuvas intensas, secas prolongadas e tempestades severas. Em 2023, testemunhamos uma série de desastres climáticos, desde ondas de calor mortais até incêndios florestais devastadores e inundações recordes, todos atribuídos, em parte, ao calor oceânico em ascensão.
O custo crescente dos eventos climáticos extremos
Além dos impactos ambientais, os eventos climáticos extremos têm um custo financeiro substancial. Estudos recentes indicam que os danos causados por esses eventos custam milhões de dólares a cada hora. Em 2023, os Estados Unidos sozinhos enfrentaram bilhões de dólares em prejuízos, destacando a crescente urgência de medidas mitigadoras e adaptativas.
O aquecimento dos oceanos é uma manifestação direta do impacto das atividades humanas no meio ambiente. Sem uma ação urgente para reduzir as emissões de gases de efeito estufa, as temperaturas dos oceanos continuarão a subir, desencadeando consequências cada vez mais graves para a vida marinha, os ecossistemas costeiros e os sistemas climáticos globais.
Conheça nossas iniciativas e soluções disponíveis para enfrentamento desses desafios, entre em contato através do e-mail: climadofuturo@climatempo.com.br.
Autor: Guilherme Alves Borges | Meteorologista Climatempo
Aumento alarmante de mortes por ondas de calor no Brasil
Uma análise realizada por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) nas 14 áreas urbanas mais populosas do Brasil revelou um excesso de 48.075 mortes relacionadas às ondas de calor entre os anos 2000 e 2018. O estudo, liderado pelo físico Djacinto Monteiro dos Santos, do Departamento de Meteorologia da UFRJ, destaca que as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste foram as mais afetadas, especialmente as Regiões Metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Recife, Belém e Cuiabá.
Aumento alarmante de mortes
No período de 2010, o Brasil enfrentou de 3 a 11 ondas de calor por ano, quase quatro vezes mais do que na década de 1970. Os dados inéditos, compilados por 12 pesquisadores de sete universidades e instituições brasileiras e portuguesas, apontam que as ondas de calor não apenas aumentaram em frequência, mas também em intensidade. A pesquisa utilizou o Fator de Excesso de Calor (EHF) para definir as ondas de calor, considerando intensidade, duração e frequência de aumentos de temperatura.
Consequências fatais e grupos vulneráveis
As consequências das ondas de calor são fatais, com cerca de 48 mil brasileiros perdendo a vida devido aos bruscos aumentos de temperatura. As principais causas de morte estão associadas a problemas circulatórios, doenças respiratórias e condições crônicas agravadas pela alta temperatura. Grupos mais vulneráveis identificados incluem idosos, mulheres, pessoas autodeclaradas pretas e pardas, com menor nível de escolaridade ou comorbidades como câncer.
Comparação internacional
Uma análise da mortalidade e temperatura em 326 cidades da América Latina revela que para cada 1 grau Celsius de aumento de temperatura, estima-se uma elevação de 5,7% no risco de morte, especialmente entre idosos com doenças cardiovasculares ou câncer. Essa situação não é exclusiva do Brasil, pois um estudo do Instituto de Saúde Global de Barcelona aponta que cerca de 70 mil pessoas podem ter morrido em toda a Europa em 2022 devido às temperaturas extremas.
O aumento alarmante das mortes relacionadas ao calor no Brasil requer medidas urgentes. O estudo destaca a importância de políticas públicas focadas na adaptação e prevenção, visando proteger os grupos mais vulneráveis. A conscientização da população sobre os riscos associados às ondas de calor e a implementação de estratégias para mitigar esses impactos tornam-se imperativos para garantir um futuro mais seguro diante das mudanças climáticas.
Conheça nossas iniciativas e soluções disponíveis para enfrentamento desses desafios, entre em contato através do e-mail: climadofuturo@climatempo.com.br.
Autor: Guilherme Alves Borges | Meteorologista Climatempo
Significado do limiar de 1,5°C e a complexidade na avaliação
No cenário complexo da ciência climática, o limiar de 1,5°C tornou-se um número central, representando o aquecimento médio global acima das temperaturas pré-industriais. Este limiar, estabelecido pelo Acordo de Paris, é fundamental para a política climática global, mas o que realmente significa?
Definindo o pré-industrial
A base desse número crucial é o conceito de “pré-industrial”. Enquanto datas históricas variam, a ciência define esse período entre 1850 e 1900, marcando o início da Revolução Industrial. Esse intervalo não é apenas uma escolha arbitrária, mas um ponto onde as emissões humanas começaram a afetar notavelmente as temperaturas globais.
Da ciência à diplomacia
O limiar de 1,5°C não surgiu aleatoriamente. Nas décadas de 1970 e 1980, cientistas exploraram diferentes limiares, mas o consenso internacional solidificou-se com o Acordo de Paris em 2015. Este acordo visava manter o aumento da temperatura abaixo de 2°C, com um esforço adicional para limitá-lo a 1,5°C, reconhecendo riscos aumentados além desse ponto.
Desafios na avaliação do limite
Determinar quando atingimos 1,5°C não é simples. As flutuações anuais podem superar temporariamente esse limiar, mas não indicam uma mudança permanente. A avaliação precisa envolve médias ao longo de décadas, suavizando influências naturais e revelando tendências de longo prazo.
Impactos e necessidade de ação
O limite de 1,5°C não representa um ponto de não retorno, mas cada incremento acima aumenta os riscos. Ações urgentes são cruciais para minimizar impactos severos, conforme evidenciado pelo Relatório Especial do IPCC de 2018. Este relatório enfatiza que mesmo pequenos aumentos além de 1,5°C têm implicações significativas.
Previsões e urgência
As previsões indicam que atingiremos 1,5°C em breve, possivelmente até 2040. No curto prazo, expectativas de temperaturas globais quentes persistem, enquanto projeções plurianuais mostram uma probabilidade considerável de ultrapassar o limite.
Em última análise, compreender o significado por trás do número 1,5°C exige considerar a ciência, a diplomacia internacional e a urgência de ações climáticas. Este limiar é mais do que uma estatística é um chamado à ação global para salvaguardar nosso planeta e suas comunidades.
(Referência: NOAA)
Conheça nossas iniciativas e soluções disponíveis para enfrentamento dos desafios, entre em contato através do e-mail: climadofuturo@climatempo.com.br.
Autor: Guilherme Alves Borges | Meteorologista Climatempo
O impacto do clima no varejo brasileiro
O ano de 2023 não foi apenas um desafio para os climatologistas, mas também para o setor de varejo no Brasil. Enfrentando um cenário meteorológico excepcional, as empresas deste setor foram impactadas de diversas maneiras, exigindo adaptação rápida e estratégias inovadoras para lidar com as condições climáticas extremas.
Calor intenso: Um início desafiador
O ano começou com temperaturas acima da média, antecipando um período excepcional. O calor persistente em janeiro e fevereiro afetou o comportamento do consumidor, impulsionando a demanda por produtos sazonais como roupas leves, protetor solar e itens de refrigeração.
Chuvas fora de época: Desafios no estoque e na logística
Abril trouxe mudanças inesperadas no padrão de chuvas. Regiões normalmente mais secas foram surpreendidas por chuvas intensas, impactando a oferta de produtos e a logística de entrega. Estratégias ágeis de estoque se tornaram cruciais para evitar escassez e atender às novas demandas.
Ondas de calor e frentes frias: Variações no comportamento de compra
O Brasil vivenciou ondas de calor em agosto e novembro, influenciando diretamente o comportamento dos consumidores. A demanda por itens de verão, como roupas leves e produtos de refrigeração, aumentou drasticamente durante esses períodos. Ao mesmo tempo, frentes frias geraram picos de compra de itens de inverno.
O papel estratégico da inteligência climática no varejo:
Empresas como a Climatempo se tornaram aliadas estratégicas para os varejistas, fornecendo informações meteorológicas detalhadas com antecedência. Essa inteligência climática permitiu ajustes precisos nas estratégias de estoque, promoções sazonais e na comunicação com os clientes.
Setores sensíveis às mudanças climáticas:
O setor de vestuário e calçados foi altamente sensível às flutuações climáticas, exigindo ajustes contínuos nas estratégias de estoque. Alimentos e bebidas também foram impactados, com variações nas vendas relacionadas às condições climáticas. O monitoramento constante do clima tornou-se essencial para a adaptação rápida a essas mudanças.
Adaptação e resiliência no varejo
O ano de 2023, marcado por eventos climáticos extremos, destacou a importância da adaptação e resiliência no setor de varejo. Empresas que incorporaram estratégias baseadas na inteligência meteorológica conseguiram não apenas enfrentar os desafios, mas também identificar oportunidades em meio às adversidades. O aprendizado de 2023 servirá como base para uma abordagem mais preparada e estratégica no futuro do varejo brasileiro.
Se quiser saber mais detalhes, sobre a previsão para as próximas estações, inscreva-se nos pacotes de workshops e boletins que a Climatempo está realizando através do projeto Clima do Futuro. Saiba mais aqui!
Autor: Guilherme Alves Borges – Meteorologista
Clima extremo, desinformação: Ameaça dupla
A pesquisa recente do Fórum Econômico Mundial destaca duas ameaças iminentes para o futuro global: as condições climáticas extremas e a desinformação. Esses desafios preocupam especialistas, ressaltando a urgência de compreender e enfrentar eventos climáticos extremos e a disseminação de informações imprecisas. Neste contexto, exploramos o papel da desinformação meteorológica e como informações precisas fazem a diferença durante eventos de chuva e calor intenso.
Desafio climático
A pesquisa identifica as condições climáticas extremas como o maior risco em 2024, destacando a necessidade urgente de lidar com as mudanças climáticas, à medida que esses eventos se tornam mais frequentes e impactantes.
Desinformação global
Em segundo lugar na lista de riscos, a desinformação global transcende fronteiras e setores, alimentando-se da disseminação generalizada de informações imprecisas. Isso afeta decisões políticas e de liderança, podendo minar a legitimidade dos governos e gerar agitação social.
Desinformação meteorológica
Mas neste contexto, como a desinformação meteorológica emerge como uma ameaça crítica? Com a crescente frequência de eventos climáticos extremos, informações meteorológicas precisas são vitais para a segurança pública. Desvios nesse campo comprometem a confiança pública e têm implicações diretas na preparação e resposta a desastres naturais.
Comparativo
Enquanto a desinformação global atua em esferas mais abrangentes, afetando governos e instituições em diversas áreas, a desinformação meteorológica concentra-se nas condições climáticas. Ambas, no entanto, compartilham o poder de incitar agitações sociais e políticas. Enquanto a primeira tem poder maior para gerar instabilidade global, a última afeta diretamente a resiliência das comunidades diante de eventos climáticos extremos. E com uma frequência de desastres seguidos a instabilidades global pode ser diretamente afeta.
Em face de um futuro marcado por mudanças climáticas e eventos extremos, é crucial reconhecer a interconexão entre condições climáticas adversas e a disseminação de informações imprecisas. A integridade nas informações meteorológicas é fundamental para promover a estabilidade e a segurança global.
Conheça nossas iniciativas e soluções disponíveis para enfrentamento desses desafios, entre em contato através do e-mail: climadofuturo@climatempo.com.br.
Autor: Guilherme Alves Borges | Meteorologista Climatempo
Desafios globais em 2024: Rumo à sustentabilidade e à cooperação multilateral
O cenário econômico de 2024 é marcado por uma ressurgência da política industrial, impulsionada pela necessidade de desenvolvimento sustentável e transição verde. Enquanto os países lidam com as consequências da pandemia de COVID-19 e tensões geopolíticas, o foco em inovação, resiliência e cooperação multilateral se torna cada vez mais crucial. O último relatório World Economic Situation and Prospects para 2024 destaca o papel cada vez mais fundamental da mudança climática na formação das tendências econômicas globais.
Revitalização da política industrial
A política industrial ganha destaque para promover mudanças estruturais e apoiar a transição verde, abordando falhas de mercado e alinhando a inovação com metas mais amplas de desenvolvimento. Governos em todo o mundo estão adotando abordagens ambiciosas e sistemáticas para políticas de inovação, incorporando metas específicas, incentivos e condicionalidades para tecnologias social e ambientalmente desejáveis. Economias desenvolvidas e algumas grandes nações em desenvolvimento, como China, Estados Unidos e União Europeia, investem pesadamente em setores de alta tecnologia e energia verde, criando uma divisão tecnológica que desafia os objetivos de desenvolvimento de outras nações.
Multilateralismo para o progresso dos ODS
O multilateralismo é considerado essencial para acelerar o progresso em direção aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), especialmente diante de choques disruptivos, como a crise climática e conflitos crescentes. As Nações Unidas desempenham um papel de liderança na revitalização do multilateralismo eficaz, com o Fórum Político de Alto Nível sobre Desenvolvimento Sustentável adotando uma declaração política em setembro de 2023. Prioridades para a cooperação internacional incluem revitalizar o sistema de comércio multilateral, reformar a política de desenvolvimento e a arquitetura financeira global e abordar desafios de sustentabilidade da dívida para países de baixa e média renda.
Prioridades globais críticas:
Reforma do sistema de comércio multilateral
A desaceleração do comércio global destaca a necessidade de reformas no sistema de comércio multilateral sob a Organização Mundial do Comércio (OMC). Reformas urgentes são necessárias para resolver desacordos, acelerar acordos globais de comércio e enfrentar desafios como o aumento de restrições comerciais.
Financiamento para desenvolvimento e sustentabilidade da dívida
Cooperação internacional necessária para reestruturar a dívida e enfrentar desafios de refinanciamento, com a Mesa Redonda Global sobre Dívida Soberana facilitando a colaboração. A iniciativa SDG Stimulus pede reformas urgentes no sistema financeiro internacional e um aumento de $500 bilhões por ano em investimentos nos ODS.
Aumento do Financiamento Climático
O financiamento climático permanece abaixo do necessário, dificultando os esforços globais de combate às mudanças climáticas. A operacionalização do Fundo de Perdas e Danos e o aumento dos compromissos de financiamento são cruciais para ajudar países vulneráveis diante de desastres climáticos. Reduzir subsídios aos combustíveis fósseis, fortalecer o papel dos bancos multilaterais de desenvolvimento e promover a transferência de tecnologia são vitais para fortalecer ação climática global.
O relatório destaca a necessidade de colaboração internacional, reformas urgentes e iniciativas estratégicas para enfrentar os desafios complexos e criar um caminho para o crescimento econômico global sustentável e inclusivo.
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Autor: Guilherme Alves Borges | Meteorologista Climatempo
Crédito de carbono no Brasil: Potencial bilionário
O mercado de crédito de carbono desponta como uma importante fonte de receitas, tanto para o Brasil quanto para o mundo. O estudo da ICC Brasil prevê que as receitas para o Brasil possam atingir US$ 100 bilhões até 2030 e ultrapassar USD 300 bilhões até 2050. Este mercado, em constante crescimento, ganhou destaque no cenário brasileiro, registrando um aumento notável de 236% em 2021, segundo relatório da FGV com dados do Ecosystem Marketplace.
Potencial brasileiro e regulamentação
O Brasil, detentor de considerável potencial, projeta suprir até 37,5% da demanda global no mercado voluntário e 22% no mercado regulado pela ONU até a próxima década. Esse cenário motivou a publicação do Decreto 11.075/22, marco inicial para a regulamentação do mercado de créditos de carbono no país, com a meta de estabelecer um mercado regulamentado até 2025.
Posicionamento global
Atualmente, o mercado europeu lidera, respondendo por cerca de 90% da comercialização global de crédito de carbono. O Brasil ocupa a sétima posição, com 4,6 mtCO2e, enquanto os principais mercados voluntários estão na Índia, EUA e China.
Funcionamento do mercado
O mercado de crédito de carbono opera através do comércio de emissões e do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL). Projetos de MDL geram Reduções Certificadas de Emissão (RCEs), negociadas com entidades que não alcançam suas metas de emissão.
A regulamentação varia por país, sendo no Brasil estabelecida pelo Decreto nº 5.882, de 2006. Existem dois mercados: o regulamentado, com limites e compra/venda de permissões obrigatórias, e o voluntário, onde a aquisição de créditos é opcional.
Protocolo de Kyoto e mecanismo de desenvolvimento limpo
O Protocolo de Kyoto define padrões de emissões, permitindo a venda de créditos excedentes através de Emission Reduction Purchase Agreements (ERPAs). O MDL apoia países em desenvolvimento, gerando créditos para iniciativas sustentáveis.
Valor e negociação dos créditos
Como qualquer moeda, o valor do crédito de carbono varia, influenciado por fatores econômicos, de mercado e ambientais. As negociações ocorrem diretamente ou no mercado secundário regulado por bolsas de valores.
Desafios e requisitos para entrar no mercado
Participar desse mercado demanda elaboração de projetos, incluindo cálculos de redução de gases de efeito estufa, podendo envolver consultoria especializada. No contexto brasileiro, ainda não existem regras claras, o que reforça a necessidade de profissionais ambientais para a condução eficaz dos projetos.
Legislação e atualizações no brasil
Na esfera legislativa, a Câmara dos Deputados aprovou o projeto que regula o mercado de carbono no Brasil. Empresas que excederem limites de emissões deverão compensar adquirindo créditos, sob pena de sanções. O texto cria o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SBCE), abordando multas, limites de emissões, e a inclusão de atividades agropecuárias gera polêmica.
O mercado de crédito de carbono assume um papel central na agenda verde, buscando equilibrar interesses econômicos e ambientais. Com o projeto agora no Senado, o Brasil avança para regulamentar um mercado crucial para o futuro sustentável do planeta, consolidando-se como um protagonista na mitigação das mudanças climáticas.
Conheça nossas iniciativas e soluções disponíveis para enfrentamento desses desafios, entre em contato através do e-mail: climadofuturo@climatempo.com.br.
Autor: Guilherme Alves Borges | Meteorologista Climatempo