Inovação e Tecnologia para Aplicações Sustentáveis nos Portos

Cerca de 90% da logística de todo o mundo é realizada através do transporte marítimo, sendo esse um dos principais meios de comercialização global. Esse setor vem crescendo todos os anos e dessa forma, as inovações tecnológicas são cada vez mais importantes.

Com a pandemia do covid-19, o setor portuário vive um crescente com acelerada transformação digital. A chamada Quarta Revolução Industrial trouxe o auxílio de máquinas de alta tecnologia e uma internet cada vez mais rápida e alcançando áreas remotas por todo o globo. Para os portos, essas inovações têm agilizado e muito as operações. 

Tanto as embarcações, quanto os portos em si possuem capacidade de inovar tecnologicamente. Para as embarcações, há sempre a necessidade de se tornarem mais eficientes e inteligentes, enquanto que os terminais portuários precisam acompanhar essa evolução. Segundo estudos, o mercado de tecnologia dos portos pode chegar a investimentos de até R$2 bilhões até 2025. 

Como exemplo de aplicação dessas inovações, temos o maior porto do Brasil em Santos. Com um grande fluxo de entrada e saída de cargas, o aumento da tecnologia foi necessário para suportar toda a movimentação existente sem sobrecarregar as operações. 

No Porto de Santos já foi adotado a utilização da IoT, com sistemas interligados para facilitar a comunicação entre os setores e automatizar serviços. Com isso, é possível liberar as mercadorias com maior agilidade e encurtar o prazo de saída das embarcações.

Além disso, a Autoridade Portuária de Santos (APS) implementou uma norma que estabelece diretrizes para parcerias no desenvolvimento de tecnologias, colocando o Porto de Santos em um novo patamar de inovação com o propósito de fazer frente aos crescentes desafios do setor portuário.

“Pretendemos encontrar padrões e semelhanças em serviços, utilização de equipamentos e informações e viabilizar seu compartilhamento, racionalizando investimentos e acelerando o processo de inovação em busca de maior eficiência operacional”, afirma o diretor-presidente da APS, Fernando Biral.

As inovações tecnológicas no setor portuário têm apresentado crescimento nos últimos anos, principalmente após a pandemia do covid-19, com foco especial no transporte de commodities da agricultura e mineração. A produtividade e eficiência dos portos tem aumentado com o uso de tecnologias de ponta, trazendo benefícios para toda a cadeia global de abastecimento.

Tecnologia e inovação alinhada ao ESG

Porque devo investir em sustentabilidade e tecnologia? 

Os resultados mostram que as empresas que investem em tecnologia e ESG (ambiental, social e de governança) têm um desempenho significativamente melhor que as empresas que não se preocupam com as mudanças climáticas. De acordo com vários estudos, as empresas que investem em tecnologia e ESG aumentam sua rentabilidade, geram maior valor para os acionistas e obtêm melhores retornos de curto e longo prazo. 

Além disso, ao investir em tecnologia e ESG, as empresas também são capazes de se tornar mais resilientes aos choques econômicos e aos riscos climáticos. Esta capacidade de resistir a mudanças climáticas e outros riscos torna as empresas mais atraentes para os investidores e melhora seu desempenho financeiro. 

Portanto, as empresas que investem em tecnologia e ESG apresentam melhores resultados de desempenho em relação às empresas que não se preocupam com as mudanças climáticas. Investir em tecnologia e ESG permite que as empresas se beneficiem das vantagens financeiras, além de se tornarem mais resilientes às mudanças climáticas e outros riscos.

Tecnologia e inovação podem ser a chave para o desenvolvimento econômico do meu negócio? 

Mais do que nunca, a tecnologia tem provado ser uma das principais ferramentas na luta contra o aquecimento global e outras mudanças climáticas. Estimativas sugerem que a tecnologia pode desempenhar um papel fundamental na redução de emissões de gases de efeito estufa, bem como na promoção da energia renovável e da economia circular. A tecnologia é agora a chave para uma estratégia de desenvolvimento sustentável e crescimento econômico. Ela pode ajudar a reduzir as emissões de gases de efeito estufa, a gerar energia renovável e a impulsionar a economia circular. 

Além disso, a tecnologia é fundamental para o desenvolvimento de novos métodos de produção e consumo que são mais amigáveis ao meio ambiente e mais responsáveis socialmente. A tecnologia também está ajudando a melhorar a colaboração entre empresas e governos para alcançar metas ambientais. Por exemplo, novas plataformas digitais estão sendo usadas para monitorar e rastrear os padrões de emissões de CO2, tornando mais fácil para as empresas e governos cumprirem seus compromissos de redução de carbono. 

Além disso, a tecnologia também pode ajudar a tornar os negócios mais sustentáveis. Por exemplo, as novas tecnologias de monitoramento de recursos podem ajudar as empresas a reduzir o desperdício de energia e materiais, enquanto os sistemas de informação podem ajudar a otimizar os processos de produção. A tecnologia também está sendo usada para criar produtos e serviços mais sustentáveis, que podem ajudar a reduzir o impacto ambiental. Por exemplo, novas tecnologias de energia renovável, como painéis solares, eólica e geotérmica, estão sendo usadas para gerar energia limpa de fontes renováveis. 

Figura: Países que mais investem em tecnologia e inovação Fonte: www.terra.com.br

Estamos vivendo em um mundo em que os riscos climáticos e as vulnerabilidades  estão cada vez mais presentes. Se quisermos ter uma chance de sobreviver,  devemos encontrar maneiras de nos adaptarmos às mudanças climáticas e reduzir  os danos que elas trazem. A tecnologia e a inovação são essenciais para que  possamos fazer isso. Com ferramentas avançadas de monitoramento, análise e  previsão, podemos identificar possíveis riscos climáticos e vulnerabilidades antes  que se tornem problemas.

Além disso, a tecnologia nos permite desenvolver soluções criativas para reduzir o  impacto das mudanças climáticas, como o uso de energia renovável ou o  desenvolvimento de tecnologias de armazenamento de carbono. Por fim, a  tecnologia e a inovação também são fundamentais para o desenvolvimento de  relatórios de sustentabilidade. Esses relatórios são importantes para que as  empresas possam monitorar seu desempenho ambiental e garantir que estejam  cumprindo com as políticas de sustentabilidade.

A tecnologia também está sendo usada para incentivar a inovação. Por exemplo, os investimentos em “startups verdes” estão ajudando a gerar novas soluções de baixo carbono e tecnologias ambientalmente amigáveis. Enfim, a tecnologia está rapidamente se tornando uma ferramenta essencial na luta contra as mudanças climáticas. Está ajudando a reduzir as emissões de gases de efeito estufa, a promover a economia circular e a incentivar a inovação. É uma peça fundamental da estratégia de desenvolvimento sustentável e crescimento econômico.

A tecnologia nos permite reunir dados em grande quantidade e produzir relatórios  precisos, que possam ser usados para identificar problemas e encontrar soluções.  Em suma, a tecnologia e a inovação são essenciais para que possamos enfrentar  os desafios climáticos que nos esperam no futuro. A partir delas, podemos monitorar  e prever possíveis riscos, desenvolver soluções inovadoras e produzir relatórios de  sustentabilidade. Se quisermos ter sucesso nessa luta, precisaremos usar a  tecnologia e a inovação a nosso favor.

Inovação e Tecnologia para Aplicações Sustentáveis na Mineração

A sustentabilidade na mineração é um assunto complexo, pois a atividade mineradora pode ter impactos significativos no meio ambiente e nas comunidades locais. Para abordar os desafios atuais do setor, as empresas mineradoras e as organizações governamentais estão adotando uma variedade de medidas para tornar a mineração mais sustentável.

A mineração no Brasil é um dos principais setores da economia do país e há uma variedade de inovações tecnológicas que têm sido desenvolvidas para ajudar a tornar a mineração mais eficiente e sustentável. Uma necessidade global faz com que a mineração 4.0 seja indispensável nas operações.

A mineração 4.0 se apresenta como uma nova forma operacional, unindo inovações, automação e tecnologia da informação nos processos. Dessa forma, o principal objetivo é trazer mais segurança e produtividade para as operações, com maior estabilidade e controle das etapas produtivas, gerando também uma redução dos custos e perdas.

Integrar cada vez mais as etapas produtivas, trazer mais sustentabilidade com aumento da produtividade e desenvolver tecnologias que promovam a eficiência e reduzam a emissão de poluentes são as tendências da mineração 4.0. 

Esse modelo de produção representa uma ótima oportunidade de gerar valor para a mineração, criando e aplicando novas tecnologias. É indispensável que as empresas invistam na modernização para aumentar a eficiência das operações e atingir metas de sustentabilidade. 

Um exemplo de projeto no exterior ligado ao consórcio canadense ReThink Milling seria de um moedor a partir de um modelo de quebra de partículas, assim as pedras seriam eliminadas ao atingirem uma determinada consistência, minimizando o desgaste da máquina e reduzindo o uso de energia em até 72% na comparação com os rolos de moagem.

A mineração é fundamental para diversas cadeias produtivas, tendo participação em cerca de 45% das atividades econômicas do mundo, fornecendo recursos para melhorar a infraestrutura e qualidade de vida para bilhões de pessoas. Assim como em vários setores industriais, as mineradoras vêm seguindo as tendências de inovações e tecnologias voltadas para a sustentabilidade.

Enfrentamos nos dias de hoje, um cenário econômico cada vez mais complicado e com diversas restrições operacionais. Dessa forma, a necessidade de aumentar a produtividade da mineração alavanca a pressão sobre os custos e requer inovações tecnológicas com entrega rápida de valor e sustentabilidade. A exploração inteligente desenvolve soluções lucrativas e ecologicamente corretas, sendo que a expansão das tecnologias reforçará a competitividade das indústrias neste setor.

Início de ano, um novo ciclo sustentável?

Por definição, a sustentabilidade é um conceito que se refere à capacidade de um sistema, seja ele econômico, ambiental ou social, de se manter a longo prazo sem comprometer a sua própria sobrevivência ou a de outros sistemas. No contexto financeiro, a sustentabilidade é um fator importante a ser considerado no planejamento anual e no orçamento anual de uma empresa ou organização. Visto que o orçamento anual é um documento que estabelece as metas e objetivos financeiros de uma empresa para um determinado período de tempo, geralmente um ano. E em tempos de crise, é importante que o orçamento anual inclua uma margem de segurança para lidar com riscos e imprevistos, como os riscos climáticos.

Mas porque devemos deixar um orçamento para lidar com os riscos climáticos?

Primeiramente, devemos entender que os riscos climáticos são eventos ou condições climáticas extremas que podem causar danos materiais, ferimentos ou mortes e afetar a saúde humana, a economia e o meio ambiente. Alguns exemplos de riscos climáticos incluem tempestades, inundações, secas, incêndios florestais e mudanças no clima. Como as organizações estão sujeitas às mudanças do clima, é importante que todos os agentes estejam preparados para lidar com esses riscos, incluindo-os em seus orçamentos anuais e planejamentos.

Para garantir a sustentabilidade financeira a longo prazo, é fundamental que as empresas e organizações façam um planejamento anual cuidadoso e considerando todos os fatores relevantes, incluindo riscos climáticos. Isso pode incluir a criação de estratégias de mitigação e adaptação a esses riscos, bem como a implementação de práticas sustentáveis em suas operações. Além disso, é importante manter uma comunicação transparente e efetiva com stakeholders, como clientes, fornecedores e funcionários, para garantir que todos estejam cientes das metas e objetivos da empresa e do seu compromisso com a sustentabilidade.

Por onde devemos começar?

Um dos primeiros passos para a caminhada rumo a uma economia sustentável é definir a matriz de materialidade, que é uma ferramenta utilizada pelas empresas e organizações para identificar e priorizar os assuntos materiais, ou seja, aqueles que são relevantes e impactam ou podem impactar a empresa e seus stakeholders. A matriz de materialidade é elaborada com base em uma análise de stakeholder, ou seja, uma avaliação das expectativas e preocupações dos diferentes grupos de pessoas ou organizações que têm um interesse ou impacto no sucesso da empresa.

Diante disso, surge a importância de atentar-se aos stakeholders, que incluem todas as pessoas ou grupos que têm um interesse ou impacto no sucesso de uma empresa, como clientes, fornecedores, funcionários, investidores, comunidades locais, governos e meio ambiente. É importante que as empresas e organizações mantenham uma comunicação eficaz e transparente com os seus stakeholders para garantir que estejam cientes das suas práticas e políticas e para gerenciar expectativas e preocupações.

No orçamento anual, aconselha-se a considerar os assuntos materiais identificados na matriz de materialidade e como eles podem afetar a empresa. Isso pode incluir a implementação de práticas sustentáveis, a preparação para riscos climáticos e mudanças climáticas, e a construção de resiliência para lidar com crises econômicas. A resiliência é a capacidade de uma empresa ou organização de se recuperar rapidamente de adversidades ou desafios, mantendo a sua sustentabilidade a longo prazo.

Em resumo, a matriz de materialidade, os stakeholders e o orçamento anual são ferramentas importantes para garantir a sustentabilidade financeira e a resiliência de uma empresa ou organização, considerando fatores como mudanças climáticas e crises econômicas. É importante que as empresas e organizações mantenham uma comunicação transparente e eficaz com os seus stakeholders e façam um planejamento cuidadoso para garantir a sua sustentabilidade a longo prazo.

Início de ano, um novo ciclo sustentável?

Por definição, a sustentabilidade é um conceito que se refere à capacidade de um sistema, seja ele econômico, ambiental ou social, de se manter a longo prazo sem comprometer a sua própria sobrevivência ou a de outros sistemas. No contexto financeiro, a sustentabilidade é um fator importante a ser considerado no planejamento anual e no orçamento anual de uma empresa ou organização. Visto que o orçamento anual é um documento que estabelece as metas e objetivos financeiros de uma empresa para um determinado período de tempo, geralmente um ano. E em tempos de crise, é importante que o orçamento anual inclua uma margem de segurança para lidar com riscos e imprevistos, como os riscos climáticos.

Mas porque devemos deixar um orçamento para lidar com os riscos climáticos?

Primeiramente, devemos entender que os riscos climáticos são eventos ou condições climáticas extremas que podem causar danos materiais, ferimentos ou mortes e afetar a saúde humana, a economia e o meio ambiente. Alguns exemplos de riscos climáticos incluem tempestades, inundações, secas, incêndios florestais e mudanças no clima. Como as organizações estão sujeitas às mudanças do clima, é importante que todos os agentes estejam preparados para lidar com esses riscos, incluindo-os em seus orçamentos anuais e planejamentos.

Para garantir a sustentabilidade financeira a longo prazo, é fundamental que as empresas e organizações façam um planejamento anual cuidadoso e considerando todos os fatores relevantes, incluindo riscos climáticos. Isso pode incluir a criação de estratégias de mitigação e adaptação a esses riscos, bem como a implementação de práticas sustentáveis em suas operações. Além disso, é importante manter uma comunicação transparente e efetiva com stakeholders, como clientes, fornecedores e funcionários, para garantir que todos estejam cientes das metas e objetivos da empresa e do seu compromisso com a sustentabilidade.

Por onde devemos começar?

Um dos primeiros passos para a caminhada rumo a uma economia sustentável é definir a matriz de materialidade, que é uma ferramenta utilizada pelas empresas e organizações para identificar e priorizar os assuntos materiais, ou seja, aqueles que são relevantes e impactam ou podem impactar a empresa e seus stakeholders. A matriz de materialidade é elaborada com base em uma análise de stakeholder, ou seja, uma avaliação das expectativas e preocupações dos diferentes grupos de pessoas ou organizações que têm um interesse ou impacto no sucesso da empresa.

Diante disso, surge a importância de atentar-se aos stakeholders, que incluem todas as pessoas ou grupos que têm um interesse ou impacto no sucesso de uma empresa, como clientes, fornecedores, funcionários, investidores, comunidades locais, governos e meio ambiente. É importante que as empresas e organizações mantenham uma comunicação eficaz e transparente com os seus stakeholders para garantir que estejam cientes das suas práticas e políticas e para gerenciar expectativas e preocupações.

No orçamento anual, aconselha-se a considerar os assuntos materiais identificados na matriz de materialidade e como eles podem afetar a empresa. Isso pode incluir a implementação de práticas sustentáveis, a preparação para riscos climáticos e mudanças climáticas, e a construção de resiliência para lidar com crises econômicas. A resiliência é a capacidade de uma empresa ou organização de se recuperar rapidamente de adversidades ou desafios, mantendo a sua sustentabilidade a longo prazo.

Em resumo, a matriz de materialidade, os stakeholders e o orçamento anual são ferramentas importantes para garantir a sustentabilidade financeira e a resiliência de uma empresa ou organização, considerando fatores como mudanças climáticas e crises econômicas. É importante que as empresas e organizações mantenham uma comunicação transparente e eficaz com os seus stakeholders e façam um planejamento cuidadoso para garantir a sua sustentabilidade a longo prazo.

Impactos na Construção devido ocorrência de chuva em Janeiro

As chuvas intensas são comuns no Brasil, principalmente no decorrer do verão, entre os meses de dezembro até março. Embora também possam ocorrer em outras épocas, é durante esse período do ano que se concentram as maiores preocupações com os impactos relacionados à precipitação intensa.

Em janeiro, as chuvas podem ser intensas em várias regiões do país, especialmente no Sudeste brasiliro. Segundo levantamento do INMET, os acumulados de chuva de janeiro de 2022 ultrapassaram a média do mês nos estados de Minas Gerais, São Paulo, Bahia, Tocantins e Goiás.

Esses episódios com precipitação intensa e volumosa que ocorreram no ano passado, estão diretamente relacionados com a Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS). Ela é considerada como o principal mecanismo de reposição hídrica em grande parte do Brasil durante o período chuvoso.

As ZCAS possuem como principal característica, a formação de uma faixa de nuvens Cumulonimbus (nuvens de tempestades), que permanecem estacionárias, acarretando em muita precipitação sobre uma mesma área, por pelo menos 4 dias consecutivos.

Embora as chuvas tenham um papel extremamente estratégico dentro das atividades humanas, elas também podem causar diversos problemas para a sociedade. No setor da construção civil brasileira, por exemplo, a chuva intensa pode afetar de várias maneiras:

  1. Dificuldades na construção – a precipitação intensa dificulta e atrasa o andamento das obras, pois tornam o terreno lamacento e difícil de trabalhar. Fora essa questão, as chuvas podem danificar os equipamentos e colocar em risco a segurança dos trabalhadores;
  1. Problema de infiltração – chuvas também são responsáveis por causar infiltrações em edifícios e residências, o que pode levar a vazamentos e danos estruturais. Por isso, é importante garantir que as estruturas de uma construção tenham boa impermeabilização para minimizar esses problemas;
  1. Deslizamento de terra – esse é um evento muito comum de acontecer durante o período chuvoso, portanto é necessário evitar construir em locais com muita declividade ou próximo a barrancos que não possuem cobertura vegetal apropriada. Dado que, o deslizamento de terra pode destruir completamente edifícios e residências;
  1. Inundações – outro problema muito recorrente durante a estação chuvosa, deve-se evitar construir próximo ao leito de rios e outros corpos d’água, pois são locais que geralmente alagam com facilidade quando chove, comprometendo a integridade de estruturas baixas.

Por isso, ao planejar e construir edifícios e residências no Brasil, é imprescindível levar em consideração a ocorrência de chuvas intensas. Visto que, para garantir a segurança e a durabilidade das obras, é preciso avaliar todos os riscos e projetar as estruturas de maneira a resistir às consequências  desse fenômeno meteorológico.

Como prevenir danos e atrasos?

Uso da água em operações sustentáveis

Há especialistas que afirmam que crises globais devido ao uso de água podem estar próximas. Com uma população de mais de 8 Bi, as pessoas que vivem em regiões de ocorrência de eventos extremos, com certeza sentirão as variações ambientais. De acordo com um estudo publicado pela própria Climatempo, já existem regiões do Brasil onde as condições meteorológicas estão se alterando. 

A ONU indicou que até 5BI de pessoas podem ficar sem água até 2050 e isso irá se refletir em diversas atividades humanas e setores econômicos. Diante disso, devemos traçar uma corrida de urgência, e isso se inicia com o comprometimento do setor público e privado para a redução das emissões de gases de efeito estufa. 

O Brasil é um país de extrema desigualdade, e a mudança do clima é um dos fatores nos quais corrobora para que as populações mais pobres sofram com o aquecimento do continente, com as tempestades intensas e também com a falta de água. 

De fato, tudo o que sabemos sobre o clima e sobre as mudanças climáticas estão em um patamar de conhecimento, mas o que iremos fazer para colocar esse conhecimento em ações práticas para nos adaptarmos a tais variações? 

Os planos de adaptação e mitigação desenvolvidos pelas empresas são uma forma de olhar para as variabilidade do clima e desenvolver planos de ação para a redução dos riscos devido às variações climáticas. No caso de empresas que estão comprometidas com a adaptação a tais riscos, ter um bom plano de desenvolvimento e divulgação, como GRI, TCFD, SBTI, é fundamental. 

Fica a provocação aqui de que as empresas não devem apenas olhar para estas questões como uma forma de crescimento econômico. Mas sim de como o impacto de toda a cadeia de suprimentos impacta na comunidade que depende do negócio. Induzir o consumo desenfreado é algo extremamente perigoso, visto que, com o aumento populacional não existe sustentabilidade se o consumo não for reduzido. 

Importância da recarga hídrica na mineração

Antes de começarmos a comentar sobre a recarga hídrica e a sua importância na mineração, vamos contextualizar o balanço hídrico. Por definição ele pode ser determinado como a contabilização de entrada e saída de água de uma determinada área.

O balanço hídrico depende de vários fatores, o que cria uma grande complexidade no seu entendimento e no seu cálculo, pois leva em consideração o ciclo hidrológico, variáveis climáticas, condições do solo, uso da água, hidrologia da bacia, qualidade da água, entre outros fatores.

Embora não seja necessário se aprofundar no cálculo do balanço hídrico, é interessante mencioná-lo para dizer que a recarga hídrica também faz parte como variável para contabilizar o saldo de entrada e de saída deste balanço.

Por outro lado, a recarga hídrica nada mais é que a reposição de águas dos rios e aquíferos subterrâneos. Sendo que em condições normais, esse processo ocorre naturalmente por meio da precipitação, que se infiltra em solos permeáveis e abastece os lençóis freáticos e as nascentes dos rios.

É por essa razão que a recarga hídrica é considerada importante para o abastecimento de água doce dentro dos continentes. Pois possibilita o desenvolvimento da fauna e da flora, também permite que o ser humano utilize essa água em diversos setores da sociedade, e não somente para consumo.

Para o setor de mineração o manejo dos recursos hídricos de forma consciente é primordial para aumentar a eficiência de operação, reduzir os seus custos e evitar desastres ambientais. Portanto, medidas preventivas devem ser tomadas para garantir que todo o processo, desde a exploração da jazida até o beneficiamento do minério, não cause impactos desnecessários aos recursos hídricos e ao meio ambiente.

Durante a extração do minério a água está atrelada aos seguintes processos: para o consumo final, como insumo do processo produtivo, no lançamento de efluentes nos corpos de água, no barramento para decantação e canalização de materiais, no rebaixamento do nível da água para exploração das jazidas entre outras funções.

Na lavra a água pode ser aplicada no desmonte hidráulico, na aspersão de pistas e praças para o controle de emissão de poeira, na lavagem de equipamentos e no transporte de materiais.

No processamento do mineral a água é um dos requisitos primordiais, principalmente nas usinas mais modernas, onde exige-se mais água para realizar os processos de separação úmida com melhor desempenho. Além de ser considerada como fator determinante para a instalação da usina de beneficiamento.

Neste contexto, a recarga hídrica é relevante, pois sem a reposição das águas superficiais e subterrâneas, não seria possível extrair os minérios da forma como é feita nos dias atuais, especialmente porque a exploração do minério está atrelado ao consumo de água em diversos níveis. 

Por outro lado, a exploração de minerais pode prejudicar a integridade dos recursos hídricos, portanto é importante ficar atento:

  • Alto consumo de água para o beneficiamento do minério;
  • Rebaixamento do lençol freático durante a etapa de extração de minério, que diminui o fluxo de água dos rios e impacta na recarga dos dos aquíferos;
  • Contaminação da água pelos rejeitos com concentração de substâncias tóxicas.

Considerando todas essas questões relacionadas à importância da recarga hídrica no setor de mineração, fica bem claro que é necessário realizar um planejamento intensamente estruturado para a utilização da água na exploração de minério.

A chuva é o principal evento natural que contribui para o abastecimento de água nos lençóis freáticos e nas nascentes. O monitoramento desse fenômeno meteorológico sobre as mineradoras se faz necessário. Pois a ausência de chuva, pode comprometer toda a cadeia de operações dentro das minas. Devido a falta de água para realizar todos os procedimentos de extração e processamento do minério.

Saiba como implementar esse monitoramento na sua operação com a Climatempo, e qualquer dúvida entre em contato através do email verticalinfra@cliamtempo.com.br.

Eventos Extremos e os Impactos nas Rodovias

Os eventos climáticos extremos não impactam apenas um setor ou outro e sim toda a sociedade e cadeia econômica de forma direta e a cada ano aumenta a necessidade de avaliações e estudos acerca dos riscos desses eventos para a sociedade e também para o setor de transportes e logística, onde os fenômenos levam a prejuízos econômicos e ambientais.

Segundo um estudo da Oxfam, as mudanças causadas pelo clima trarão prejuízos na economia do mundo mais do que a Covid-19. A economia de países ricos pode encolher até duas vezes mais do que na crise causada pela pandemia em caso dos governos não conseguirem atingir as metas de redução de emissão de gases de efeito estufa e isso é realmente preocupante.

Diversos problemas no setor rodoviário são causados pelos eventos extremos, entre eles podemos citar a diminuição da vida útil do pavimento, sobrecarga nos sistemas de drenagem que causam inundações e é claro os deslizamentos, que geram bloqueios e até mesmo colapso das vias com impactos na infraestrutura.

As fortes precipitações típicas do período chuvoso em que estamos, quando ocorrem em regiões de declive por exemplo, começam a encharcar e infiltrar no solo que acaba perdendo sua estabilidade, dessa forma é comum a incidência de deslizamentos como os noticiados nas últimas semanas.

Esses deslizamentos são um problema grave para as rodovias, uma vez que é necessário todo um deslocamento de equipes de resgate e de apoio para que o fluxo não seja interrompido por muito tempo e também para que não ocorram fatalidades, mas geralmente não há tempo hábil e condições climáticas favoráveis para tomar ações rápidas e presenciamos desastres ano após ano com as fortes chuvas.

Pesquisadores de Stanford mostraram que abordagens comuns de previsão da probabilidade de ocorrer algum evento extremo, baseadas na frequência de anos anteriores, podem levar a uma subestimação com consequências que chegam até a ser fatais para a população atingida. 

Por muito tempo, o histórico de dados climáticos era utilizado para calcular a probabilidade de eventos extremos, mas o aquecimento global fez com que muitos fenômenos se tornassem mais frequentes e intensos. Dessa forma, a necessidade de estudos aprofundados nessa área é cada vez maior, unindo novas técnicas que incorporam observações históricas e modelos climáticos para criar ferramentas de gerenciamento de risco mais precisas.

Os impactos das mudanças climáticas vão muito além de danos em infraestrutura ou no meio ambiente, elas podem gerar consequências até mesmo na segurança alimentar de todo o mundo, não só por prejudicar a produção agrícola, mas também por interromper o transporte de cargas alimentícias.

O Brasil tem uma posição de destaque no abastecimento de commodities para o mundo. Os portos de Santos, Paranaguá, Rio Grande e São Francisco do Sul representam um quarto das exportações globais de soja. Infelizmente, muitas das rodovias utilizadas para conectar o interior do país ao litoral estão em más condições, sendo que muitos trechos não são pavimentados. 

Diversas variáveis climáticas interferem na operação rodoviária, entre elas temos as chuvas, velocidade do vento, temperatura e umidade. O monitoramento destas é crucial no planejamento e controle do funcionamento das vias, nesse caso, utilizar uma estação meteorológica local pode ser de grande ajuda. 

Além disso, pontes ou locais propensos a alagamentos ou deslizamentos em períodos chuvosos poderiam ser monitorados para que o deslocamento de veículos de auxílio seja o mais eficiente possível em casos de eventos extremos.

Na nossa realidade atual com os problemas ligados às mudanças climáticas, é cada vez mais indispensável o uso de novas tecnologias e ferramentas para monitorar, prevenir e mitigar os impactos causados pelos fenômenos climáticos, seja apenas no auxílio das atividades diárias das rodovias ou até mesmo para colocar novos projetos em prática e nas tomadas de decisões em casos de desastres naturais.

Um panorama geral do primeiro trimestre de 2022

O primeiro trimestre de 2022 registrou recordes de estiagem e grandes secas em algumas localidades do país. Segundo dados do INMET, na cidade de Campo Grande até 2021 o menor acumulado de chuva foi registrado em 2014 (432 mm). Neste ano de 2022, pelos valores de chuva registrados na estação meteorológica do instituto de meteorologia registrou 328,4 mm, recorde de seca dos últimos 10 anos, queda de 41,18% em relação a 2021.

Os resultados observados corroboram com um estudo realizado pela Climatempo em parceria com o Instituto Ethos, onde os valores de chuva tem se alterado nos últimos devido às mudanças climáticas. 

As alterações nos fenômenos meteorológicos devido às mudanças climáticas já são observadas em todo o Brasil. A Climatempo, juntamente com o instituto Ethos realizou um estudo de riscos climáticos de chuva, vento e descargas atmosféricas no Brasil. De acordo com os resultados obtidos neste estudo, a precipitação no último ano demonstrou padrões fora da média climática. 

O mês de janeiro foi bem mais seco nas regiões do Sudeste, Centro-Oeste e sul do Nordeste e Sudeste da região Norte. O padrão de secas se estendeu ao longo de grande parte dos meses do ano. No Brasil, apenas o norte da região Norte tiveram chuvas positivas em relação à média dos últimos 30 anos de acordo com a base histórica atualizada. Abril e Dezembro (Figura d e I) apontam para períodos mais secos na região sul do país. 

Entender como as mudanças climáticas estão impactando as suas operações é de fundamental importância para projetar ações de mitigação, adaptação e vulnerabilidade. A Climatempo tem desempenhado um papel fundamental na construção da caracterização climática de regiões estratégicas dos seus clientes garantindo assim, planos mais contundentes e baseados na ciência. 

Expectativas para o futuro do setor ferroviário

Como o setor ferroviário irá se desenvolver nos próximos anos?

A expectativa para o desenvolvimento das ferrovias se baseia em viagens mais rápidas, automatização no transporte de cargas, trens com operação remota, ou até mesmo, a manutenção das ferrovias por drones. Esses anseios começaram a sair do papel graças aos avanços tecnológicos, que a cada dia elaboram novas soluções que possuem muitas aplicações, inclusive, dentro do setor ferroviário.

Um dos problemas mais marcantes da sociedade contemporânea, está diretamente ligado ao avanço das mudanças no clima. Por consequência, todo o planeta deve passar por alterações significativas em seu estilo de vida nos próximos anos. Para o setor ferroviário, essa é uma ótima oportunidade de crescimento. Novas tecnologias já estão sendo aplicadas para a modernização desse tipo de transporte, uma delas, são as ferrovias eletrificadas que diminuem as emissões de CO2.

A empresa Wabtec em parceria com os meios acadêmicos e privados, construíram a FLXdrive, primeira locomotiva 100% elétrica movida apenas a baterias. Nos seus primeiros 5 meses de operação totalizando 16 viagens realizadas, a locomotiva reduziu em aproximadamente 10% no consumo de óleo diesel dentro da linha ferroviária americana BSNF Railway. O que corresponde a quase 20 mil litros de diesel economizados, que é equivalente a 50 toneladas de CO2 não emitidas para a atmosfera.

Toda essa movimentação faz com que os custos ferroviários que possuem um viés sustentável, se encontrem em uma posição mais favorável em comparação a permanência da utilização de rodovias. Considerando que o setor rodoviário está se aproximando a cada momento do esgotamento ambiental e econômico, gerando mais problemas do que soluções, devido a emissão de gases, aumento do combustível e superlotação de frotas veiculares em rodovias.

Qual a projeção do setor ferroviário para o Brasil?

Atualmente, cerca de 58% do transporte nacional de cargas é feito por rodovias, já a contribuição das ferroviária chega apenas a 25%. Hoje, o Brasil tem cerca de 30 mil km de ferrovias, das quais apenas 12 mil km funcionam, sendo que, nenhum dos trechos que transportam cargas é elétrico. Contudo, a sustentabilidade aliada à inovação trouxe a oportunidade para dentro do setor ferroviário brasileiro.

Sendo o primeiro país da América Latina a ganhar um fundo de investimento internacional para a construção de ferrovias sustentáveis, o Brasil tem a chance de ampliar cada vez mais a sua malha ferroviária. A expectativa de crescimento do transporte de cargas por trem, é atingir 33% do total para os próximos anos. Dessa forma, com o aumento da contribuição das ferrovias no transporte, os brasileiros possuem uma ótima oportunidade para desenvolver outras áreas que estão diretamente ligadas com a logística de transporte dentro do país.

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