No cenário atual de constantes transformações, inovações tecnológicas e mudanças climáticas, empresas líderes em seus setores estão buscando maneiras criativas de oferecer serviços mais eficientes e personalizados aos seus clientes. Um exemplo notável dessa abordagem é a colaboração entre o iFood, uma das principais plataformas de delivery de alimentos, e a Climatempo, maior empresa de meteorologia da América Latina.
Recentemente, foi ao ar um novo episódio do projeto Clima do Futuro chamado “Os impactos do tempo e clima na cadeia de fornecimento de alimentos Ifood” onde especialistas discutiram a sinergia dessas duas áreas e seus impactos nas operações do iFood.
Guilherme Borges, analista de sustentabilidade na Climatempo, Robson Miranda, especialista em soluções meteorológicas na Climatempo e Thayna Vilanova, especialista em previsão do tempo e clima e monitoramento de alertas na cabine do Ifood, compartilharam insights valiosos sobre como a meteorologia está sendo utilizada como uma estratégia inovadora dentro do setor de delivery de alimentos.
Foto do Webinar.
Durante a conversa, Thayna Vilanova cita a importância de entender e prever as condições meteorológicas, como a chuva, principal variável de interesse do Ifood. A chuva interfere principalmente na demanda de pedidos, na segurança e na quantidade de motoboys que estão prestando o serviço, permitindo que a empresa antecipe variações na demanda e tome medidas proativas para otimizar suas operações.
Ao final do webinar, ficou evidente o impacto positivo da colaboração entre o iFood e a Climatempo, que está ajudando a moldar o futuro do delivery de alimentos, proporcionando serviços mais eficientes, personalizados e adaptados aos desafios atuais, permitindo melhorias significativas na experiência do cliente, eficiência operacional e planejamento estratégico.
Clique no texto abaixo e assista o vídeo completo:
O Brasil já enfrentou diversos problemas devido à redução das chuvas. Um dos principais desafios é a ocorrência de períodos de estiagem prolongados, que resultam em secas severas e prolongadas em diferentes regiões do país. Essa falta de chuvas afeta diretamente a disponibilidade de água para abastecimento humano e industrial, causando crises hídricas e escassez de recursos hídricos.
Além disso, a redução das chuvas também pode afetar a geração de energia hidrelétrica, uma vez que a diminuição do volume de água nos reservatórios das usinas hidrelétricas diminui a capacidade de produção de energia elétrica, levando a possíveis problemas de abastecimento e aumento nos custos de energia.
Depois de uma longa crise hidra em 2021, os reservatórios nacionais se recuperaram de maneira muito boa ao longo dos anos e em 2023, estão operando, em média, com 80% da capacidade, segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico. Há mais de uma década, a situação dos reservatórios das hidrelétricas não era tão boa quanto agora.
Mas como planejar a redução dos reservatórios nos próximos meses?
“Na falta de chuvas, a construção de uma operação sólida no setor de saneamento requer algumas medidas importantes. Em primeiro lugar, é necessário implementar práticas de conservação e uso eficiente da água, como a reutilização de água tratada para fins não potáveis e a promoção de campanhas de conscientização sobre o consumo responsável. Além disso, é essencial investir em tecnologias avançadas de tratamento de água e esgoto, visando minimizar as perdas e garantir a disponibilidade de recursos hídricos mesmo durante períodos de escassez”, ressaltam os especialistas da área.
Outra estratégia relevante é a diversificação das fontes de abastecimento, por meio da captação de água de chuva e da utilização de fontes alternativas, como águas subterrâneas. Isso reduz a dependência exclusiva de fontes superficiais que podem ser afetadas pela falta de chuvas.
É fundamental promover a manutenção adequada da infraestrutura de saneamento, garantindo a eficiência e a operacionalidade dos sistemas. Isso inclui a inspeção regular das redes de distribuição de água, a limpeza de reservatórios e a manutenção preventiva dos equipamentos.
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Na construção de uma operação sólida na falta de chuvas no setor de saneamento, o monitoramento constante das condições climáticas e a implementação de planos de contingência são de extrema importância. Essas medidas permitem antecipar problemas e adotar medidas preventivas para lidar com a escassez hídrica.
O uso de sistemas de monitoramento meteorológico, a análise de dados hidrológicos e a adoção de protocolos de resposta a situações de crise são fundamentais para acompanhar as condições climáticas, identificar possíveis riscos e tomar ações adequadas, como o reforço no abastecimento de água, a redução do consumo ou a implementação de medidas emergenciais. Com um monitoramento eficiente e planos de contingência bem estruturados, é possível garantir a continuidade do serviço de saneamento, minimizando os impactos da falta de chuvas e preservando a qualidade de vida da população.
Ao seguir essas diretrizes, é possível construir uma operação sólida no setor de saneamento mesmo durante a falta de chuvas, garantindo o abastecimento de água e o tratamento adequado de esgoto, e contribuindo para a saúde e o bem-estar da população.
Matéria por Guilherme Borges – Meteorologista Climatempo
A aplicação de blockchain e tecnologia de registro distribuído tem se mostrado uma solução favorável para verificar medidas de redução de emissões de carbono.
A aplicação de blockchain e tecnologia de registro distribuído (DLT) tem se mostrado uma solução promissora para rastrear e verificar medidas de redução de emissões de carbono de forma confiável e transparente. Essas tecnologias oferecem uma estrutura descentralizada e imutável que permite a criação de registros públicos e compartilhados, garantindo a integridade e a rastreabilidade dos dados relacionados às emissões de carbono. A primeira aparição das duas terminologias foi em 2008, no artigo acadêmico intitulado “Bitcoin: um sistema financeiro eletrônico peer-to-peer.” publicado por Satoshi Nakamoto.
Através do uso de contratos inteligentes, a blockchain e a DLT podem automatizar e garantir a execução de acordos e transações relacionadas à redução de emissões. Isso inclui a validação e verificação de projetos de energia renovável, captura de carbono e compensação de emissões, bem como a emissão e transferência de créditos de carbono.
Ao registrar todas as transações em um livro-razão distribuído e transparente, a tecnologia blockchain fornece um registro confiável e verificável das reduções de emissões alcançadas. Isso cria um sistema de prestação de contas robusto e incentiva a transparência em relação aos esforços de redução de carbono.
Como a tecnologia, oferece um sistema de transparência e rastreabilidade em toda a cadeia de suprimentos, permitindo acompanhar e verificar o impacto ambiental dos produtos. Isso aumenta a credibilidade e confiança, demonstrando práticas sustentáveis. Além de auxiliar na redução do carbono, a tecnologia pode auxiliar em processos de certificação e criação de selos sustentáveis. Tokenização de ativos ambientais como o crédito de carbono como mencionado anteriormente.
A aplicação de blockchain também contribui para a integridade dos dados climáticos, uma vez que evita a possibilidade de manipulação e falsificação das informações. Isso aumenta a confiança nas iniciativas de redução de emissões e facilita a criação de parcerias entre governos, empresas e organizações não governamentais.
Hoje em dia as principais empresas globais, já utilizam este sistema:
Microsoft: A Microsoft tem investido em projetos baseados em blockchain e DLT, como o Azure Blockchain, que oferece suporte a várias aplicações empresariais, desde gestão de identidade até cadeias de suprimentos.
Walmart: A gigante varejista Walmart tem investido em soluções baseadas em blockchain para rastrear e garantir a segurança dos alimentos em sua cadeia de suprimentos,melhorando a transparência e a confiança dos consumidores.
Poseidon Foundation: A Poseidon Foundation utiliza blockchain para integrar soluções de compensação de carbono em transações do dia a dia, permitindo que os consumidores compensem as emissões de carbono de seus produtos e serviços.
Power Ledger: A Power Ledger é uma empresa que utiliza blockchain para facilitar a negociação e o compartilhamento de energia renovável entre produtores e consumidores, promovendo uma transição para um sistema energético mais sustentável
Essas são apenas algumas das principais empresas que estão utilizando o blockchain e DLT em suas iniciativas de sustentabilidade. É importante ressaltar que o uso do blockchain para sustentabilidade está em constante evolução, e muitas outras empresas estão explorando e implementando essa tecnologia para impulsionar suas práticas sustentáveis.
No contexto global das mudanças climáticas, a aplicação de blockchain e tecnologia de registro distribuído para rastrear e verificar medidas de redução de emissões de carbono oferece uma abordagem inovadora e confiável. Essas tecnologias podem desempenhar um papel fundamental na aceleração da transição para uma economia de baixo carbono, fornecendo um meio transparente e eficiente para contabilizar e impulsionar os esforços de mitigação do aquecimento global.
Matéria por Guilherme Borges – Meteorologista Climatempo
Conforme nos aproximamos do inverno, surgem diversas dúvidas: será seco ou chuvoso? Projeções meteorológicas futuras estão se tornando mais precisas, porém podem surgir problemas no caminho. Modelos internacionais climáticos apontam para a estabilização do fenômeno El Niño a partir do próximo semestre, com possíveis efeitos já neste inverno.
Com as temperaturas do oceano Pacífico alteradas, os próximos meses no Brasil podem ser de muitas modificações nos regimes de chuva. Há previsão de chuvas reduzidas no norte e nordeste, enquanto no Sudeste e Centro-Oeste não há evidências de alteração no padrão das chuvas. Para o sul, a corrente de jato subtropical é intensificada, bloqueando frentes frias no Sul do país e causando excesso de chuvas no inverno e primavera. Dito isso, a seguir, listamos os principais impactos negativos no setor de rodovias em invernos mais secos e mais chuvosos:
• Condições do solo mais propensas a rachaduras e fissuras: A falta de chuvas durante os invernos secos pode levar ao ressecamento e compactação do solo, resultando em rachaduras e fissuras nas rodovias.
• Aumento do risco de incêndios: A falta de umidade durante os invernos secos aumenta o risco de incêndios ao longo das rodovias.
• Maior desgaste e deterioração do pavimento: A falta de chuvas para limpar o pavimento e remover detritos pode levar ao acúmulo de sujeira, óleo e outros resíduos nas rodovias.
• Menor aderência dos pneus: A ausência de chuvas pode deixar o pavimento mais seco e menos aderente, especialmente em dias ensolarados.
Invernos mais chuvosos:
• Risco de erosão e instabilidade do solo: As chuvas intensas podem causar erosão do solo ao redor das rodovias, levando à instabilidade e ao colapso de encostas e taludes.
• Possibilidade de deslizamentos de terra: A saturação do solo devido às chuvas intensas aumenta o risco de deslizamentos de terra ao longo das encostas próximas às rodovias.
• Maior probabilidade de enchentes e alagamentos: As chuvas intensas podem resultar em enchentes e alagamentos nas áreas próximas às rodovias.
• Aumento do número de buracos e danos às estradas: A exposição contínua a chuvas intensas pode levar à formação de buracos nas estradas devido ao desgaste do pavimento.
• Restrições de tráfego devido a interdições e reparos emergenciais: Em casos de chuvas intensas, podem ocorrer interdições temporárias ou emergenciais em trechos das rodovias que apresentem riscos iminentes à segurança dos motoristas.
É importante lembrar que esses impactos podem variar de acordo com a localização geográfica e as características das rodovias. As empresas do setor devem estar preparadas para enfrentar esses desafios climáticos, implementando estratégias de gestão de riscos e manutenção adequada das vias, a fim de garantir a segurança e a fluidez do tráfego durante o inverno.
Matéria por Guilherme Borges – Meteorologista Climatempo
Análise de maio 2022 e as possíveis projeções para maio de 2023 e o que impacta o setor de mineração
Os grandes destaques para o ano de 2022 foram em relação aos episódios de chuvas intensas que causaram diversos problemas, para diversos setores, principalmente o setor de mineração. Os estados das partes mais externas do Brasil central foram os que mais sofreram com as chuvas. Estados como a Paraíba e o Rio Grande do Sul foram os mais impactados. Os acumulados nessas regiões ultrapassaram a média histórica do mês. Entretanto, na parte central do Brasil, os acumulados de chuvas apresentaram uma queda, segundo as estações do INMET. O que é característico dessa época de transição entre estações. Como estamos começando a caminhar para um período seco, ocorre uma redução das chuvas e elas começam a aparecer com mais clareza nesta época do ano.
Na Região Norte, áreas de instabilidade associadas à Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) e à termodinâmica da região contribuíram para a ocorrência de chuvas intensas. Vale destacar que na costa leste do Nordeste, as fortes chuvas foram causadas pela combinação dos Distúrbios Ondulatórios de Leste (DOL) e a forte convergência de umidade. Na Região Sul, a combinação de massas de ar quente e úmido com a chegada de algumas frentes ao Rio Grande do Sul provocou as maiores instabilidades na região. Além dos grandes volumes de chuvas ocorridos no Brasil, o mês de maio foi também marcado por quedas de temperatura devido aos avanços de ar frio durante o mês, que favoreceram a ocorrência de baixas temperaturas, principalmente em áreas da Região Sul do país. Vale destacar que, segundo o INMET, cerca de nove geadas foram registradas no estado do Rio Grande do Sul e seis dessas geadas atingiram a região centro-oeste e sudeste do Brasil.
Então, como destacado, o mês de maio é considerado um período de transição entre o verão e o inverno, e as condições climáticas podem variar significativamente de uma região para outra e principalmente com características assim como no ano anterior. O setor de mineração pode ser impactado por eventos climáticos extremos de diversas maneiras, desde a interrupção da produção devido a inundações ou deslizamentos de terra até a danificação de equipamentos e instalações. Além disso, as mudanças climáticas podem afetar a disponibilidade de recursos hídricos e energéticos, que são essenciais para as atividades de mineração.
Para se preparar para esses impactos, as empresas de mineração podem adotar as seguintes medidas:
Desenvolver um plano de gerenciamento de riscos climáticos que inclua a identificação dos riscos específicos para a região em que a empresa opera.
Investir em tecnologias de monitoramento de Clima e em modelos de previsão meteorológica para antecipar possíveis eventos climáticos extremos e ajustar as atividades de mineração de acordo.
Implementar medidas de segurança e proteção para os trabalhadores e as instalações, como sistemas de alerta precoce, treinamento adequado em segurança e planos de evacuação.
Diversificar as fontes de energia e água para garantir a resiliência do negócio em caso de escassez ou interrupção de suprimentos.
Estabelecer parcerias com comunidades locais e governos para desenvolver soluções conjuntas para os desafios climáticos enfrentados pela indústria de mineração.
Matéria por Guilherme Borges – Meteorologista Climatempo
O período seco é uma realidade para muitas regiões do Brasil e pode afetar diferentes setores da economia. Para garantir a continuidade das operações empresariais durante esse período, é importante que as empresas estejam preparadas para lidar com os possíveis impactos. O período seco é um desafio para a sociedade como um todo, afetando não apenas as operações empresariais, mas também o cotidiano das pessoas. As mudanças climáticas têm intensificado a frequência e a gravidade dos eventos climáticos extremos, como secas prolongadas, que podem afetar a oferta de água para diferentes usos.
Na mineração, por exemplo, a redução da oferta de água pode prejudicar o processo de extração e beneficiamento de minérios, além de afetar a geração de energia elétrica. Nos portos, a redução da água pode afetar as operações de carga e descarga de navios e a profundidade dos canais de navegação. Nas rodovias e ferrovias, a diminuição da vazão dos rios pode afetar a manutenção das estradas e a operação dos trens, enquanto no saneamento, pode afetar o tratamento de água e esgoto. Por fim, na construção civil, a redução da disponibilidade de água pode aumentar os custos e prazos de entrega.
As empresas que não estiverem preparadas para lidar com os impactos do período seco podem enfrentar desafios significativos, incluindo aumento dos custos de produção, interrupção das atividades e perda de competitividade no mercado. Por isso, é importante que as empresas adotem medidas preventivas e estejam preparadas para lidar com crises decorrentes do período seco. Algumas medidas preventivas que as empresas podem adotar incluem o uso de tecnologias mais eficientes em termos de consumo de água e energia, o armazenamento de água em reservatórios, a implementação de sistemas de gestão de recursos hídricos, entre outras. Além disso, é importante que as empresas estabeleçam parcerias com outras empresas e organizações, criando redes de colaboração para compartilhar recursos e conhecimentos.
As empresas também podem se preparar para lidar com crises decorrentes do período seco, elaborando planos de contingência e criando equipes dedicadas a lidar com essas situações. Essas equipes devem estar preparadas para tomar decisões rápidas e efetivas para minimizar os impactos das crises nas operações empresariais. Em resumo, o período seco pode afetar diferentes setores da economia e as empresas precisam estar preparadas para lidar com os possíveis impactos. Adotar medidas preventivas e criar planos de contingência são estratégias importantes para garantir a continuidade das operações empresariais e minimizar os prejuízos decorrentes do período seco.
Matéria por Guilherme Borges – Meteorologista Climatempo.
A Oscilação Sul, também conhecida como Oscilação Antártica ou Oscilação Sul-El Niño (SOEN), é um fenômeno atmosférico que ocorre na região do Oceano Pacífico Sul. É caracterizado por uma variação na pressão atmosférica entre as áreas do Pacífico tropical e as latitudes médias do Hemisfério Sul, principalmente na região próxima à Austrália e à Nova Zelândia.
Esse fenômeno não é isolado, mas está relacionado a outros eventos climáticos, como o El Niño e La Niña, que são fenômenos oceânicos que afetam a temperatura da superfície do mar no Pacífico Equatorial. A interação entre a Oscilação Sul e esses fenômenos oceânicos pode alterar os padrões de circulação atmosférica, afetando o clima em várias partes do mundo, incluindo o Brasil.
O impacto nos regimes de chuva no Brasil é complexo e varia conforme a região e a época do ano. De maneira geral, a Oscilação Sul pode afetar os sistemas meteorológicos que atuam sobre o território brasileiro, como a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), a Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) e os sistemas frontais. Esses sistemas são responsáveis pela distribuição e intensidade das chuvas em diferentes regiões do país.
Durante os eventos de El Niño, geralmente associados a uma fase negativa da Oscilação Sul, as chuvas tendem a aumentar no Sul e Sudeste do Brasil, enquanto diminuem no Nordeste e parte da Região Norte. Já durante os eventos de La Niña, que costumam estar relacionados a uma fase positiva da Oscilação Sul, as chuvas podem aumentar no Norte e Nordeste e diminuir no Sul e Sudeste do país.
É importante notar que a influência do fenômeno nos regimes de chuva no Brasil pode variar de ano para ano e ser modulada por outros fatores climáticos regionais e globais. Por isso, a previsão do impacto nas chuvas é um desafio para os meteorologistas e climatologistas.
A Oscilação Sul, em interação com outros fenômenos climáticos como El Niño e La Niña, pode afetar a mineração no Brasil de várias maneiras, principalmente em relação às condições climáticas e aos recursos hídricos. Os impactos podem variar conforme a região e a época do ano e também dependem do tipo de mineração e das práticas adotadas na atividade. Algumas das principais consequências incluem:
As mudanças nos regimes de chuva associadas à Oscilação Sul podem afetar a disponibilidade de água para as atividades de mineração, especialmente para o processamento do minério. Em períodos de maior precipitação, as operações podem ser interrompidas devido ao alagamento de minas e instalações, enquanto períodos de seca prolongada podem levar à escassez de água.
Durante eventos de chuvas intensas, como as que podem ocorrer durante eventos de El Niño, há um maior risco de deslizamentos de terra e erosão nas áreas de mineração. Isso pode comprometer a segurança dos trabalhadores e a infraestrutura das minas, além de causar danos ambientais e afetar a produtividade do setor;
As variações climáticas causadas pela Oscilação Sul podem afetar a logística e o transporte de minérios e insumos, dificultando o acesso às minas e aumentando os custos operacionais. Por exemplo, estradas e ferrovias podem ser danificadas por enchentes ou se tornarem intransitáveis devido à falta de chuva;
A mineração é uma atividade que pode gerar impactos ambientais e sociais significativos. As alterações nos regimes de chuva e a disponibilidade de recursos hídricos associadas à Oscilação Sul podem agravar esses impactos, exigindo medidas adicionais de mitigação e adaptação por parte das empresas e das autoridades competentes.
As empresas de mineração e os órgãos reguladores precisam levar em consideração os impactos potenciais da Oscilação Sul e outros fenômenos climáticos na atividade mineradora, adotando medidas preventivas e de adaptação para garantir a segurança, a sustentabilidade e a resiliência do setor.
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Importante sempre definir a diferença entre variabilidade e mudança climática, sempre ocorre uma dúvida a respeito e o que pode influenciar de cada maneira para o planeta. A variabilidade climática pode ser classificada e definida de (forma intra-sazonal, interanual, decadal, Escala de século) é tratada como uma variação das condições climáticas em torno da média Climatológica. Com tudo as palavras mudança climática sempre trazem um peso para a sua história devido ao peso do futuro. E mudança climática pode ser definida como uma tendência de alteração da média no tempo. Assim destacando mais uma diferença entre variabilidade climática (intervalos) e Mudanças Climáticas (sucessivas).
Modelos e Projeções Climáticas?
Quando pensamos nas mudanças climáticas, sempre pensamos em como essas projeções são feitas e analisadas. Devemos ressaltar que a mudança climática está acontecendo devido aos históricos de dados medidos e as projeções futuras que são realizadas com base nestes dados medidos e denominados de modelos meteorológicos. São ferramentas importantes para tentar se precaver a mudança climática. Em geral os modelos precisam de uma variável de entrada que sempre são dados medidos e da saída que espelham as interações do sistema com o universo. Existem diferentes modelos, mas os principais são os dinâmicos (Modelos que acoplados de circulação atmosférica e oceânica) e os estocásticos (Modelos estatísticos baseados no comportamento de outros eventos semelhantes no passado).
Vale ressaltar que os principais influenciadores das mudanças climáticas são conhecidos. A concentração dos gases de efeito estufa na atmosfera (principalmente o dióxido de carbono, metano e óxido nitroso) tem aumentado desde de 1750 principalmente por ações antropogênicas e naturais. Vale ressaltar isso também, que nosso planeta pode passar por ciclos poucos conhecidos por nós. Estes processos acabam gerando um “forçamento radiativo” positivo. E esses forçamentos radiativos pelo CO2 aumentaram em 20% de 1995 a 2005 segundo estudos. Esses fatores levam ao aumento da temperatura média global da superfície da terra, impactando os oceanos, circulações e nível dos oceanos. E as principais evidências são a Groenlândia e a Antártida, as principais geleiras que mostram uma acentuada queda de camadas de gelo, contribuindo para aumento do nível dos oceanos.
Como se preparar para as mudanças climáticas?
A principal maneira de se preparar é construir um futuro sustentável, e isso passa de pequenos/grandes hábitos que precisaremos implementar no nosso dia a dia, até as grandes empresas. Construir um futuro com menos consumo de matérias que prejudiquem o nosso meio ambiente, como redução da utilização do plástico e do papel. Buscar de maneira ampla explorar alternativas aos combustíveis fósseis como os carros elétricos que vem ganhando força no mercado, produzir sua própria energia com instalação de painéis solares, buscar maneiras de reaproveitar água que utilizamos ou até mesmo a da chuva. Estimular práticas sustentáveis, ajudando sua cidade e país a possuir coleta seletiva e melhorar o sistema de despejo/reaproveitamento dos lixos.
Vale ressaltar que práticas sustentáveis são importantes, mas além disso apoiar a preservação de florestas. Um dos principais “pulmões” do planeta e maneira de diminuir notoriamente a influência dos gases de efeito estufa. Para as grandes empresas, desde a realização da (COP) Conferência do clima, a pressão por práticas sustentáveis existe. Mas as práticas estão ganhando força devido ao limite de aquecimento que o planeta passa. Assim, empresas começaram a mapear suas matrizes e verificar com mais força onde podem atuar para disseminar a preservação do planeta. Produzindo principalmente relatórios de sustentabilidade instituindo práticas a seus colaboradores, colaborando financeiramente com as comunidades onde estão instaladas para melhorias e aproveitamento sustentável.
Nesta linha a Climatempo está trazendo novas ferramentas que possam atender seus clientes e tornar suas empresas sustentáveis. Buscando primeiro tornar seus colaboradores sustentáveis e depois caminhar para uma linha de informação e colaboração com seus clientes.
O setor de mineração brasileiro está bastante otimista com o rendimento do minério de ferro para 2023, principal insumo do aço, o valor do minério teve grande alta desde o final do ano passado devido às boas perspectivas para a reabertura do mercado chines e recuperação da segunda maior economia do planeta.
Não é de hoje que as mineradoras têm sofrido com elevado volume de chuvas, propiciada exclusivamente pela Cordilheira do Andes, a Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) é o fluxo de umidade advindo da região amazônica que cobre uma grande extensão do país, especialmente nas áreas do centro-oeste, sudeste e seu envolto. Este fenômeno atuando conjunto ao terceiro ano consecutivo de Lã Niña mais o calor do verão favorecem a formação de tempestades, vendavais e descargas elétricas.
As constantes chuvas e o alto índice pluviométrico preocupam, pois riscos com rompimentos de barragens, deslizamentos e inundações acontecem muito nessas épocas, ano passado a coordenadoria estadual da Defesa Civil de Minas Gerais soltou um informativo com 413 cidades em estado de emergência.
Os temporais ocorridos em fevereiro do ano passado afetaram depósitos de rejeitos qualificados como seguros, resíduos foram derramados por diversas áreas chegando a bloquear vias, destroem o ambiente atingido, aumentando a vulnerabilidade das atividades minerárias no estado mineiro.
Muitos retrabalhos e manutenções extras são necessários devido a eventos críticos, uma previsão acertada e alertas podem prevenir acidentes graves e tornar as operações mais eficientes. De acordo com a Agência Nacional de Mineração (ANM), Minas Gerais e outros quatro estados estavam em situação de atenção, comunicados de precaução e conduta especial diante do cenário apresentado foram efetuados, com intenção de reforçar o monitoramento das barragens das mineradoras.
As péssimas condições para uma logística mais otimizada perturbam o setor de mineração, a segurança e o bom funcionamento são requisitos para um empreendimento rentável e sustentável. As Ventanias causam destruição e perda de tempo nas tarefas diárias, um planejamento específico com projeções adequadas são essenciais para otimizar os trabalhos em campo aberto e evitar incidentes, com propósito de gerar economia de recursos para o investidor.
A Defesa Civil Nacional e Ministério do Desenvolvimento Regional emitiram alertas para região Sudeste, que foi muito castigada por tempestades e raios em fevereiro de 2022, além da queima de equipamentos e maior dificuldade para manusear ferramentas pesadas, existe a possibilidades de perigo ao colaborador por conta desses fenômenos climáticos. Previsões e avisos meteorológicos de perigo (laranja) foram divulgados pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para o Espírito Santo, Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro.
O minério de Ferro!
O minério de ferro é o elemento fundamental para a formação do aço, cerca de 98% do minério de ferro no planeta é usado na indústria siderúrgica. Um mercado de poucas empresas no Brasil e Austrália, representando 72% das ofertas transoceânicas da commodity pelo globo terrestre.
A demanda e liquidez do comércio tem uma dependência da China, e mesmo com a terceira maior produção do minério de ferro, junto com Austrália e Brasil, os chineses são os maiores importadores da commodity, responsáveis pela importação de mais da metade do minério produzido.
A China produz tanto aço quanto todos os outros países reunidos, a produção de aço bruto da China em 2022 foi estimada em 1,01 bilhão de toneladas, de acordo com um relatório emitido pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento da Indústria Metalúrgica da China (MPI).
A produção de minério de ferro no Brasil é centralizada em dois estados (Minas Gerais e Pará), com 99% da produção total do minério no país. Entre as mineradoras brasileiras mais relevantes estão a Vale, a Reunidas, a Anglo American, a CSN Mineração, a Salobo, Kinross e a Usiminas.
Uma barragem da Vallourec transbordou ano passado, obstruindo uma rodovia, levando a uma multa por danos ambientais de R $288 milhões. A consequência da baldeação fez com que outras mineradoras interrompessem as atividades por uma semana para vistoria de seus diques.
Oportunidade em depósito de lítio em MG
Um achado na região de Colina Oeste, uma pesquisa feita pela Latin Resources no projeto de lítio Salinas, constatou grande riqueza do minério e o depósito pode promover a arrecadação de investimentos e recursos nos ativos mineiros.
Especulações sobre criação de bolsa de capital de risco para as mineradoras
Entidades e órgãos de governo que integram a Rede Invest Mining procuram negociar com a B3 a elaboração de uma bolsa de capital de risco no país, no caráter das bolsas de venture capital que atuam no Canadá e em outros países. O assunto foi debatido em reunião no dia 24 de janeiro.
Primeiro navio de minério de duplo combustível
A Anglo American fez o primeiro carregamento de minério de ferro no navio Ubuntu Harmony, movido a duplo combustível que reduz as emissões de carbono no deslocamento e condução da commodity nacional.
Ranking com as 7 principais empresas de mineração:
Empresa
Produto
Número de Operações
Valor da Produção (em R$)
% no valor da PMB
Vale. S.A.
Minerário de Ferro
23
164.255.963.993,49
48,4318
Minerações Brasileiras Reunidas S.A.
Minerário de Ferro
5
20.004.211.531,69
5,8984
Anglo American Minério de Ferro Brasil S/A
Minerário de Ferro
2
19.098.758.377,08
5,6314
CSN Mineração S.A.
Minerário de Ferro
2
18.578.566.815,77
5,4780
Salobo Metais S.A.
Cobre e Ouro
1
7.949.261.276,65
2,3439
Kinross Brasil Mineração S/A
Ouro
1
5.234.008.889,36
1,5433
Mineração Usiminas S.A.
Minerário de Ferro
3
5.213.971.404,03
1,5374
“As 200 maiores empresas de mineração do Brasil” Fonte: Revista Brasil Mineral
As ferrovias no Brasil desempenham um papel importante no transporte de cargas e passageiros no país. Esse modal é usado principalmente para transportar minérios, grãos e outros produtos agrícolas.
No entanto, a capacidade das ferrovias no Brasil para atender às necessidades do país tem sido questionada devido a problemas como a falta de investimento em infraestrutura, a falta de manutenção e a concorrência desleal com outros modais de transporte.
O clima pode ter um impacto significativo na segurança e na capacidade das ferrovias de suportar o tráfego. Mudanças climáticas, como aumento da temperatura e aumento da frequência de eventos climáticos extremos, podem afetar as ferrovias de várias maneiras, incluindo:
Deslizamentos de terra e desmoronamentos, especialmente em áreas de encosta e de solo instável;
Inundações e enchentes, o que pode danificar as estruturas das ferrovias e interromper o tráfego;
Incêndios florestais, que pode prejudicar as ferrovias e obstruir a visibilidade;
Aumento da frequência e intensidade de tempestades, com danos às estruturas e interrupção do tráfego;
O aumento da temperatura pode afetar a qualidade dos materiais usados nas ferrovias, tornando-os mais vulneráveis ao desgaste.
A previsão do tempo faz parte do nosso cotidiano. Afinal, saber como estará o clima influencia no planejamento diário e a longo prazo no caso de viagens. No entanto, a meteorologia vai muito além disso e impacta, também, na gestão de atividades essenciais como o setor de transportes.
Pensando nesse cenário, a Climatempo aparece como uma forte empresa em inovações voltadas para a área da meteorologia, com ferramentas completas para análises climáticas e previsões do tempo, por exemplo. Entre algumas dessas soluções, temos o SMAC, AgroClima, Advisor, DataClima, Ocean Report, Relclima e Weather Index.
Se tratando do setor ferroviário, o SMAC pode auxiliar muito as operações com o monitoramento e envio de alertas 24 horas por dia para condições de queda de raios, chuva forte ou vendaval. Possuindo a maior rede de estações meteorológicas da América Latina, o sistema ainda conta com tabelas de riscos climáticos e histórico de dados de chuvas e raios, além de outras diversas funções.
O Advisor, um API de previsão do tempo, integra dados meteorológicos de alta qualidade e precisão, também com histórico de informações meteorológicas. Já o DataClima é um banco de dados meteorológico completo, com medições de estações meteorológicas e plataforma de dados por todo o Brasil.
Por fim, há ainda o Relclima, que além do relatório de previsão de clima com informações precisas e antecedência de até 12 meses, possui atualizações mensais trazendo informações sobre: Temperatura do solo, tendências climáticas, histórico de dados, água disponível no solo, previsão climática, previsão do tempo, clima médio, riscos de tempo severo, clima passado e desconforto térmico.