Como o oceano influencia o clima e o tempo na Terra

Autor: Guilherme Borges – Meteorologista Especialista em Sustentabilidade no Setor de Infraestrutura

Imagem: Getty Images

O oceano é um gigante silencioso que exerce um impacto monumental no nosso clima e tempo. De fato, é um dos atores mais importantes no sistema climático da Terra, desempenhando papéis cruciais na regulação das temperaturas e na dinâmica atmosférica. Vamos explorar como o oceano afeta o clima e o tempo em terra.

1. O Oceano como Retentor de Calor Solar

Imagine o oceano como um vasto painel solar. Grande parte da radiação solar que chega à Terra é absorvida por esse imenso corpo de água, especialmente nas regiões tropicais ao redor do equador. Nesse sentido, o oceano atua como um “receptor” de calor solar, armazenando essa energia radiante. As áreas terrestres também absorvem alguma luz solar, e a atmosfera ajuda a reter o calor, evitando que ele escape rapidamente para o espaço após o pôr do sol.

2. Distribuição de Calor e Umidade

O oceano não apenas absorve calor solar, mas também desempenha um papel vital na distribuição desse calor pelo planeta. Quando as moléculas de água no oceano são aquecidas, elas se evaporam, transformando-se em vapor de água. Esse processo é conhecido como evaporação. A água do oceano está constantemente evaporando, aumentando a temperatura e a umidade do ar ao redor. Esse ar úmido forma as condições ideais para a formação de chuvas e tempestades.

Na verdade, quase toda a chuva que cai em terra tem origem nos oceanos. Os trópicos são particularmente chuvosos devido à intensa evaporação nas águas tropicais, resultando na formação de sistemas de chuva e tempestades. Isso também contribui para a biodiversidade e a exuberância das florestas tropicais.

3. Correntes Oceânicas e Regulação Climática

Além das regiões equatoriais, onde a evaporação é mais intensa, as correntes oceânicas desempenham um papel fundamental na regulação do clima global. Essas correntes são movimentos contínuos de água, influenciados principalmente pelos ventos de superfície, gradientes de temperatura e salinidade, rotação da Terra e marés. As principais correntes oceânicas normalmente fluem no sentido horário no hemisfério norte e anti-horário no hemisfério sul, criando padrões circulares que seguem as costas dos continentes.

As correntes oceânicas atuam como uma espécie de “correia transportadora” que redistribui a energia térmica e a umidade ao redor do globo. Elas transportam água quente e precipitação do equador em direção aos polos e água fria dos polos de volta para os trópicos. Isso ajuda a equilibrar as temperaturas regionais, evitando extremos climáticos – como temperaturas excessivamente quentes no equador e frias nos polos. Sem as correntes oceânicas, o clima da Terra seria muito mais volátil e menos adequado para a vida humana.

Em resumo, o oceano é uma peça essencial do quebra-cabeça do sistema climático da Terra. Sua capacidade de armazenar calor solar, distribuir calor e umidade, e regular as temperaturas por meio das correntes oceânicas desempenha um papel crítico na criação do clima que torna nosso planeta habitável. Portanto, compreender e proteger esse recurso vital é fundamental para o nosso futuro e para a saúde do nosso planeta.

Responsabilidade Social Corporativa: Empresas comprometidas com a Sustentabilidade

Nos dias de hoje, a responsabilidade social corporativa e a sustentabilidade se tornaram pilares fundamentais para o sucesso e a longevidade das organizações. A conscientização sobre o impacto das atividades empresariais no meio ambiente, na sociedade e no desenvolvimento das empresas levou à adoção de práticas que transcendem o mero lucro, direcionando as empresas para um compromisso mais amplo com o bem-estar geral. Esse paradigma de atuação não apenas reflete uma abordagem ética e transparente, mas também está alinhado com as expectativas crescentes dos consumidores e da sociedade em relação a negócios socialmente responsáveis.

A responsabilidade social corporativa, que teve origem na década de 50, surgiu como resposta à necessidade de abordar questões sociais, éticas, ambientais e trabalhistas que surgiram no contexto empresarial. O conceito evoluiu para englobar estratégias de gestão comprometidas com a tomada de decisões éticas e sustentáveis, reconhecendo que as ações empresariais podem influenciar significativamente o ambiente circundante. Essa abordagem implica não apenas minimizar impactos negativos, mas também buscar ativamente maneiras de contribuir positivamente para a sociedade e o meio ambiente.

Hoje em dia, a responsabilidade social corporativa não é apenas uma escolha, mas uma necessidade para as organizações que desejam prosperar em um cenário empresarial em constante mudança. O público consumidor está cada vez mais informado e consciente, demandando que as empresas adotem práticas sustentáveis e éticas. Esse engajamento não se limita a uma expectativa de correção de erros passados, mas sim a um compromisso genuíno de atuação responsável no presente e no futuro.

A adoção de uma postura socialmente responsável oferece uma série de benefícios tangíveis às organizações:

  1. Reputação e Imagem de Marca: Empresas que priorizam a responsabilidade social ganham respeito e confiança, o que pode se traduzir em uma vantagem competitiva significativa. Ao incorporar práticas responsáveis em suas estratégias de marketing, elas conquistam uma imagem positiva perante o mercado e os consumidores.
  2. Atração de Investidores: Investidores modernos estão cada vez mais focados em empresas que demonstram comprometimento com a sustentabilidade. Negócios que adotam práticas responsáveis têm maior probabilidade de atrair investidores interessados em impacto social e ambiental positivo, além de retorno financeiro.
  3. Oportunidades de Negócios: Licitações públicas e acordos com empresas privadas frequentemente requerem práticas sustentáveis como pré-requisito. Empresas com um histórico sólido de responsabilidade social estão melhor posicionadas para aproveitar essas oportunidades.
  4. Eficiência Operacional: A sustentabilidade muitas vezes leva à otimização dos processos e ao uso mais eficiente de recursos, resultando em redução de custos operacionais e desperdícios.
  5. Cultura Corporativa Positiva: A promoção de práticas sustentáveis pode melhorar a cultura de trabalho, aumentando a satisfação dos funcionários e a retenção de talentos, pois muitos colaboradores se sentem motivados a fazer parte de uma organização que faz a diferença.
  6. Crescimento de Vendas: A conscientização crescente sobre questões socioambientais leva os consumidores a preferirem empresas que demonstram compromisso com a responsabilidade social. Isso pode resultar em um aumento nas vendas e na fidelização dos clientes.

É crucial entender que os benefícios da responsabilidade social corporativa não se limitam ao curto prazo. Embora muitas empresas estejam acostumadas a investir em iniciativas que geram retorno imediato, os esforços em prol da sustentabilidade frequentemente têm impactos a longo prazo. Muitos desses benefícios se estendem para as gerações futuras, refletindo o compromisso de criar um mundo mais justo, equilibrado e sustentável.

Portanto, a responsabilidade social corporativa e a sustentabilidade não são apenas modismos passageiros, mas sim princípios fundamentais que moldam a cultura empresarial moderna e influenciam positivamente a sociedade, o ambiente e o sucesso das organizações a longo prazo. Ao adotar esses princípios, as empresas não apenas contribuem para um futuro melhor, mas também colhem os benefícios de uma atuação responsável no presente.

A Climatempo possui o projeto Clima do Futuro, com ações voltadas para conscientização ambiental, sustentabilidade e auxílio na mitigação dos impactos da mudança do clima. Saiba como sua empresa pode fazer parte dessa iniciativa, acesse o formulário.

Guilherme Borges – Meteorologista

Desafios na Modelagem Climática e a Incerteza do Futuro

Nas últimas décadas, cientistas climáticos têm avançado significativamente na compreensão das mudanças climáticas futuras. No entanto, recentes eventos de calor intenso e inundações devastadoras revelaram que os modelos climáticos atuais têm suas limitações. Embora sejam eficazes em prever aumentos gerais de temperatura, eles ainda lutam para prever com precisão o impacto específico dessas mudanças.

A modelagem climática é uma disciplina complexa, ancorada em princípios físicos sólidos, mas os sistemas terrestres respondem de maneira imprevisível. O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) reconhece essa incerteza, indicando que as condições climáticas extremas podem se tornar mais frequentes, intensas ou prolongadas com um aumento de temperatura de meio grau. No entanto, a magnitude exata dessas mudanças permanece elusiva.

Um exemplo notável é o surgimento de ondas de calor que não foram previstas pelos modelos climáticos. Mesmo com um aumento global de temperatura de cerca de 1,2ºC, o mundo testemunhou cúpulas de calor extraordinárias. Essa incapacidade de previsão tem implicações para a adaptação e a tomada de decisões políticas.

Além disso, fenômenos como o derretimento acelerado do gelo polar e as alterações nos padrões de chuva continuam sendo desafios imprevisíveis. O calor aprisionado nas profundezas do oceano, por exemplo, absorve grande parte do excesso de calor do mundo e, recentemente, foi descoberto que parte desse calor emergiu, causando impactos inesperados.

A incerteza na modelagem climática tem um impacto profundo nas políticas climáticas e nas estratégias de adaptação. A meta de limitar o aumento de temperatura a 1,5-2ºC é ambiciosa, mas agora é reconhecido que até essa meta pode não ser suficiente. Governos, indústrias e indivíduos enfrentam um dilema complexo: como se preparar para um futuro climático incerto?

A urgência de reduzir as emissões de gases de efeito estufa permanece inquestionável. Embora a ciência climática enfrente desafios, é evidente que ações concretas são necessárias para mitigar os impactos e promover uma sociedade mais resiliente. À medida que enfrentamos essas surpresas climáticas, a colaboração global e a adaptação contínua são cruciais para enfrentar um futuro climático em constante evolução.

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Guilherme Borges – Meteorologista

Dados Comparativos dos Impactos nas Rodovias

O mês de agosto de 2022 trouxe eventos meteorológicos de chuva em diferentes regiões do Brasil, com impactos significativos nas operações e na vida das pessoas. Na parte central do Brasil, uma massa de ar seco atuou em diferentes estados, deixando o tempo firme e com pouca chuva.

Em agosto de 2022, as chuvas foram intensas e concentradas no noroeste do país, na costa leste do Nordeste e em áreas das regiões Sudeste e Sul. Essas precipitações tiveram um impacto significativo em várias localidades.

Na Região Norte, a atuação de áreas de instabilidade associadas à termodinâmica local contribuiu para a ocorrência de chuvas. Já na costa leste do Nordeste, as chuvas foram causadas pela presença de Distúrbios Ondulatórios de Leste. Na Região Sudeste, as chuvas foram mais localizadas e provocadas por áreas de instabilidade associadas à passagem de um sistema frontal. No Sul do país, uma frente fria associada a um ciclone extratropical trouxe chuvas intensas, elevando os volumes pluviométricos em várias cidades.

Além das chuvas intensas, o mês de agosto também foi marcado por baixas temperaturas, especialmente na Região Sul do país. Essas variações climáticas podem ter consequências diretas nas operações, infraestrutura, transporte, e no bem-estar da população. Diante desses eventos de chuva, torna-se imprescindível o monitoramento eficiente e a adoção de estratégias de adaptação.  

E com base nas informações anteriores sobre as condições climáticas em agosto de 2022, é possível fazer algumas projeções para agosto de 2023. No entanto, é importante destacar que cada ano traz suas particularidades, e a distribuição das chuvas podem variar em intensidade e localização. Porém, espera-se que o próximo mês apresente padrões climáticos semelhantes aos do ano anterior, com chuvas intensas concentradas em algumas regiões, como noroeste do país, costa leste do Nordeste, e áreas das regiões Sudeste e Sul.

Para o setor de rodovias, é imprescindível estar preparado para enfrentar esses eventos de chuva intensa. As empresas responsáveis pela manutenção e operação das rodovias devem realizar um monitoramento constante das condições climáticas e implementar planos de ação para lidar com situações emergenciais, como ocorrência de alagamentos e deslizamentos. Além disso, é importante investir em sistemas de drenagem eficientes e realizar obras de prevenção para minimizar os impactos das chuvas intensas na infraestrutura rodoviária.

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Guilherme Borges – Meteorologista 

Comparação entre Agosto de 2022 e 2023 na Mineração

O mês de agosto de 2022 trouxe eventos meteorológicos de chuva em diferentes regiões do Brasil, com impactos significativos nas operações e na vida das pessoas. Na parte central do Brasil, uma massa de ar seco atuou em diferentes estados, deixando o tempo firme e com pouca chuva.

Em agosto de 2022, as chuvas foram intensas e concentradas no noroeste do país, na costa leste do Nordeste e em áreas das regiões Sudeste e Sul. Essas precipitações tiveram um impacto significativo em várias localidades.

Na Região Norte, a atuação de áreas de instabilidade associadas à termodinâmica local contribuiu para a ocorrência de chuvas. Já na costa leste do Nordeste, as chuvas foram causadas pela presença de Distúrbios Ondulatórios de Leste. Na Região Sudeste, as chuvas foram mais localizadas e provocadas por áreas de instabilidade associadas à passagem de um sistema frontal. No Sul do país, uma frente fria associada a um ciclone extratropical trouxe chuvas intensas, elevando os volumes pluviométricos em várias cidades.

Além das chuvas intensas, o mês de agosto também foi marcado por baixas temperaturas, especialmente na Região Sul do país. Essas variações climáticas podem ter consequências diretas nas operações, infraestrutura, transporte, e no bem-estar da população. Diante desses eventos de chuva, torna-se imprescindível o monitoramento eficiente e a adoção de estratégias de adaptação.  

E com base nas informações anteriores sobre as condições climáticas em agosto de 2022, é possível fazer algumas projeções para agosto de 2023. No entanto, é importante destacar que cada ano traz suas particularidades, e a distribuição das chuvas podem variar em intensidade e localização. Porém, espera-se que o próximo mês apresente padrões climáticos semelhantes aos do ano anterior, com chuvas intensas concentradas em algumas regiões, como noroeste do país, costa leste do Nordeste, e áreas das regiões Sudeste e Sul.

Para o setor de mineração, é essencial estar preparado para enfrentar esses eventos climáticos extremos. As empresas mineradoras devem realizar um monitoramento constante das condições climáticas e implementar planos de ação para lidar com situações emergenciais, como inundações e deslizamentos de terra. Investir em sistemas de drenagem adequados e adotar práticas de manejo ambiental responsáveis são medidas importantes para minimizar os impactos das chuvas intensas no setor.

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Guilherme Borges – Meteorologista

Desafios futuros devido ao aumento das massas de ar seco

As mudanças climáticas têm trazido impactos significativos ao clima global, incluindo o aumento da atuação de massas de ar seco, que se tornam cada vez mais uma preocupação mundial. Essas massas de ar seco têm se tornado mais frequentes e intensas em várias regiões, caracterizadas por baixa umidade relativa e altas temperaturas, apresentando desafios futuros para a sociedade e o meio ambiente.

No Brasil, a intensidade das massas de ar seco é mais pronunciada durante o inverno e a primavera, especialmente entre os meses de maio a setembro, e sua atuação impacta diretamente a região central do país. Esse fenômeno pode afetar o clima, a saúde pública e as atividades humanas, tornando crucial o monitoramento e a implementação de medidas de adaptação para mitigar seus efeitos.

A redução da umidade relativa da atmosfera é um dos efeitos marcantes da atuação dessas massas de ar seco, dificultando a formação de chuvas e ocasionando secas prolongadas e graves. Além disso, as altas temperaturas associadas às massas de ar seco têm impactos significativos na saúde humana, agravando problemas respiratórios devido à maior concentração de poluentes atmosféricos.

Como resultado do aumento das temperaturas, a intensificação das massas de ar seco pode levar a períodos mais prolongados de seca e ondas de calor mais severas, o que afeta a disponibilidade de água, a saúde pública e aumenta o risco de incêndios florestais.

Frente a esse cenário preocupante das mudanças climáticas e do aumento da atuação das massas de ar seco, é imperativo que a sociedade adote ações decisivas para enfrentar os desafios futuros. É fundamental priorizar estratégias de mitigação, como a redução das emissões de gases de efeito estufa, e também implementar medidas de adaptação para fortalecer a resiliência das comunidades e infraestruturas.

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Guilherme Borges – Meteorologista

Impacto das temperaturas elevadas no setor de Saneamento

As temperaturas elevadas têm impactado significativamente o setor de saneamento, à medida que as mudanças climáticas impulsionam eventos climáticos extremos e aumentam as temperaturas médias globais. Nesta semana, com recordes de temperatura sendo registrados no planeta e em meio à estabilização de um super El Niño, a NOAA (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica) comentou que o atual El Niño ocorre em um oceano global muito aquecido, gerando incertezas sobre como o planeta mais quente afetará as condições atmosféricas do El Niño. 

Segurança e saúde dos trabalhadores:

As altas temperaturas representam riscos significativos para a segurança e saúde dos trabalhadores do setor de saneamento. O trabalho em ambientes quentes pode levar à exaustão, insolação e desidratação, afetando o bem-estar dos profissionais e sua capacidade de executar suas funções com eficiência e segurança. A adoção de práticas de segurança e a oferta de condições adequadas para os trabalhadores são fundamentais para garantir um ambiente de trabalho saudável e seguro.

Infraestrutura de saneamento e mudanças climáticas:

As temperaturas elevadas têm impacto na infraestrutura de saneamento, principalmente em relação aos sistemas de tratamento de água e esgoto. O aumento das temperaturas pode sobrecarregar esses sistemas, reduzindo sua eficiência e capacidade de lidar com a demanda crescente durante períodos de calor intenso. Além disso, eventos climáticos extremos, como chuvas intensas causadas por alterações climáticas, podem levar a enchentes e impactar o funcionamento adequado das redes de esgoto e drenagem. A adaptação da infraestrutura de saneamento se torna essencial para garantir a operação adequada e a sustentabilidade desses sistemas em face dos desafios trazidos pelas temperaturas elevadas e eventos climáticos extremos.

Sustentabilidade e adaptação:

A preocupação com a sustentabilidade no setor de saneamento tem se tornado cada vez mais relevante diante das mudanças climáticas. É essencial adotar práticas mais sustentáveis, como a implementação de tecnologias de economia de água e o uso de fontes de energia renovável em processos de tratamento de água e esgoto. A adaptação às mudanças climáticas também é fundamental, visando a construção de infraestruturas mais resilientes e capazes de lidar com os desafios trazidos por temperaturas elevadas e eventos climáticos extremos.

O impacto das temperaturas elevadas no setor de saneamento é uma questão crítica e desafiadora. A segurança dos trabalhadores, a eficiência da infraestrutura e a sustentabilidade das operações são aspectos cruciais para enfrentar os efeitos das mudanças climáticas. A adoção de medidas preventivas e a busca por soluções sustentáveis e inovadoras são fundamentais para garantir um futuro mais resiliente e adaptado às condições climáticas em constante mudança no setor de saneamento.

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Guilherme Borges – Meteorologista

Operação ferroviária resiliente diante dos desafios do Inverno

A operação ferroviária durante as ondas de frio representa um desafio significativo devido às baixas temperaturas e às condições climáticas adversas que podem afetar a infraestrutura e os sistemas operacionais. Para garantir uma operação segura e eficiente durante o inverno, é crucial adotar estratégias que fortaleçam a resiliência do sistema ferroviário.

Uma das principais medidas para enfrentar as ondas de frio no setor ferroviário é a preparação adequada da infraestrutura. Isso inclui a inspeção e manutenção preventiva de trilhos, dormentes, pontes e outras estruturas, garantindo sua integridade durante o inverno. Além disso, é fundamental implementar sistemas de drenagem adequados para evitar o acúmulo de água, que poderia congelar e causar danos aos trilhos.

No inverno, as ondas de frio são períodos prolongados de temperaturas excessivamente baixas resultantes da invasão repentina de massas de ar frio provenientes da região polar sobre uma grande superfície continental. Essas ondas de frio não apenas representam um desafio para a operação ferroviária, mas também têm um impacto significativo nos sistemas elétricos.

A proteção de equipamentos críticos é outra estratégia essencial. É fundamental isolar termicamente e proteger equipamentos vitais, como sistemas de sinalização, sistemas de tração e fontes de energia, para evitar falhas decorrentes do frio intenso. Além disso, é necessário utilizar sistemas de aquecimento adequados para prevenir o congelamento de componentes e garantir o seu correto funcionamento.

O planejamento de contingência desempenha um papel crucial na operação ferroviária resiliente. O desenvolvimento de planos de contingência para lidar com interrupções na operação, como atrasos causados por condições climáticas adversas, é essencial para manter a continuidade do serviço. Além disso, estabelecer protocolos de comunicação eficientes com os passageiros, fornecendo informações atualizadas sobre o status da operação, ajuda a reduzir incertezas e minimizar o impacto dos atrasos.

Uma operação ferroviária resiliente durante as ondas de frio requer, portanto, uma preparação adequada da infraestrutura, proteção de equipamentos críticos, treinamento da equipe, planejamento de contingência eficaz e monitoramento constante das condições climáticas. Ao adotar essas estratégias, as empresas ferroviárias podem minimizar os impactos das condições climáticas adversas, garantir a segurança dos passageiros e manter a operação contínua e eficiente mesmo durante o inverno. A resiliência operacional é essencial para atender às demandas de transporte e proporcionar uma experiência positiva aos usuários do sistema ferroviário.

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Guilherme Borges – Meteorologista

Mineração em Clima Extremo: Como preparar as operações?

A indústria da mineração enfrenta desafios únicos em ambientes de climas extremos, especialmente durante as ondas de frio no inverno. As baixas temperaturas, condições climáticas adversas e o aumento da frequência e intensidade desses eventos climáticos extremos tornam essencial a preparação adequada para garantir a segurança dos trabalhadores, proteger a infraestrutura e manter a operação eficiente das minas.

Uma das áreas impactadas pelas baixas temperaturas na mineração é o desempenho e a durabilidade dos equipamentos. Para mitigar esses efeitos, é necessário implementar programas de manutenção preventiva, incluindo lubrificação adequada, proteção contra congelamento de fluidos e inspeção regular dos componentes sensíveis ao frio. Além disso, é essencial garantir a proteção adequada dos sistemas elétricos e mecânicos contra as condições de frio intenso.

Outro desafio enfrentado pela indústria da mineração durante as ondas de frio é o fornecimento de energia. As baixas temperaturas aumentam a demanda por aquecimento e eletricidade nas minas. Portanto, é importante ter uma infraestrutura elétrica robusta e dimensionada adequadamente para atender a essa demanda adicional. Além disso, a implementação de medidas de eficiência energética pode ajudar a reduzir o consumo de energia e minimizar os impactos das ondas de frio nos custos operacionais.

A preparação para ondas de frio é essencial para a indústria da mineração em climas extremos, sendo fundamental para minimizar os riscos associados, garantir a continuidade das operações e preservar a eficiência das minas. 

Ao adotar estratégias de proteção dos trabalhadores, manutenção de equipamentos, gerenciamento de infraestrutura, gestão de energia e planejamento de emergência, as empresas de mineração podem enfrentar esses desafios de forma mais eficaz. Essas medidas garantem a segurança dos trabalhadores, protegem a infraestrutura e asseguram a continuidade das operações, proporcionando um ambiente de trabalho seguro e produtivo na indústria da mineração em climas extremos.

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Guilherme Borges – Meteorologista 

ESG, uso de informações para aumentar a resiliência dos negócios

ESG é a sigla para Environmental, Social, and Governance (Meio Ambiente, Social e Governança, em tradução livre). Estes são três aspectos importantes que são considerados ao avaliar a sustentabilidade e o desempenho de uma empresa ou investimento. Vale ressaltar que o mesmo pode ser implementado em qualquer empresa independente de tamanho ou segmento de atuação. Existem vários benefícios ligados a práticas de ESG, principalmente como a melhoria dos resultados e da imagem da companhia.

O primeiro é o ambiental, que trata principalmente as práticas e possíveis impactos da empresa ao meio ambiente, incluindo algumas importantes questões como, emissão de gases efeito estufa, gestão de resíduos e conservação da biodiversidade. O social que de uma maneira bem simplista, indica como a empresa trata seus colaboradores, comunidade e stakeholders (Grupos de interesses), incluindo questões de direitos humanos, igualdade de gênero e condições de trabalho. Por último, governança onde é atribuído um sistema de gestão da organização, principalmente com objetivo de tornar o empreendimento mais transparente para todas as partes interessadas e relacionar com isso as principais decisões que podem influenciar o negócio a médio e longo prazo.

A utilização de informações de ESG, complementam e ajudam principalmente a aumentar a resiliência de um negócio. Vale destacar que a resiliência de um negócio é a capacidade que a empresa ou sistema tem em resistir a choques e se recuperar rapidamente.  Com o crescimento das questões ambientais, sociais e de governança nas empresas e no mundo como um todo, a resiliência tomou papel importante para garantir um futuro próspero e longevo. Colocar em prática todas as operações de ESG, principalmente na estratégia e nas operações diárias de uma empresa, pode ajudar a criar relações mais sólidas com stakeholders, reduzindo impactos negativos no meio ambiente e aumentando a transparência e responsabilidade, principais diretrizes do ESG.

Nos primeiros meses do ano, observamos um exemplo de claro de falta de práticas ancoradas na governança corporativa e no “compliance” (proporcionar segurança e minimizar riscos de instituições e empresas, garantindo o cumprimento dos atos, regimentos, normas e leis estabelecidos interna e externamente), que foi o caso das Lojas Americanas, uma das maiores redes de varejo do País. O que reforça essa necessidade para manter a sustentabilidade econômica das organizações com reflexos para clientes, fornecedores e funcionários. Assim se uma empresa quer estar atenta aos seus principais impactos financeiros, sociais e ambientais, ela necessita de um ótimo sistema de governança com metas financeiras sociais bem definidas, olhando rotineiramente para verificar se as metas estão sendo batidas ou não, e se não está sendo batidas quais os porquês? Não é possível realizar um desenvolvimento sustentável sem uma segurança/governança corporativa. Não adianta implementar maravilhosas regulamentações e um significativo processo de “compliance”, se não for colocado em prática a cultura de integridade. O ESG sim, pode fazer com que a empresa resista a pequenos choques, aumentando sua resiliência, trazendo integridade em todas suas diretrizes. Devemos ressaltar que todas as empresas a nível mundial não são determinadas por suas finanças. Algumas implementações, podem não trazer lucro de imediato ou lucro algum para empresa, porém vão fazer com que a mesma tenha sua parcela socioambiental na mão, fortalecendo o bem-estar dos colaboradores, comunidade e stakeholders. Fatores importantes para longevidade e resiliência das empresas.

Guilherme Borges – Meteorologista

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